Os protestos mais intensos ocorreram entre terça e quarta-feira. O Brasil e representantes de vários países condenaram a violência no Egito. Para algumas autoridades, a forma como as forças policiais combateram os protestos é considerada massacre. Segundo o balanço oficial, entre os mortos há 43 policiais.
Nos últimos dias, as forças de segurança invadiram os acampamentos dos ativistas favoráveis a Mursi, destruíram barracas e carros. Também há registros de ataques diretos às pessoas. Em resposta à violência, o governo interino do presidente Adly Mansour impôs o estado de emergência e o toque de recolher, por um mês, no Cairo e em mais 13 regiões.
A onda de violência levou à renúncia do vice-presidente Mohamed El Baradei, que disse que sua consciência estava perturbada com a perda de vidas, principalmente pelas mortes poderiam ter sido evitadas.