• Nobel da Paz anuncia sua demissão do governo do Egito
Em meio aos confrontos, a embaixada do Brasil no Egito passou a funcionar a partir de hoje em regime de plantão. Em comunicado interno, a representação diplomática informa que a decisão foi tomada para facilitar os deslocamentos dos funcionários locais (em geral, egípcios) no Cairo (onde ocorre a maior parte dos protestos).
Anteriormente, em 4 de julho, após a destituição do então presidente Mouhamed Mursi pelas Forças Armadas, a embaixada recomendou que os brasileiros no país redobrassem o cuidado nos locais com aglomeração e evitassem deslocamentos desnecessários. Não houve registros de brasileiros feridos ou mortos.
O clima de tensão no país é relatado por organizações não governamentais (ONGs). Nas manifestações, há simpatizantes e opositores a Mursi, assim como defensores do governo do ex-presidente Hosni Mubarak, deposto em fevereiro de 2011, e militares. Com relação aos confrontos de ontem, as forças policiais confirmam apenas seis mortos, inclusive dois policiais, diferentemente do que foi informado pela Irmandade Muçulmana.
Toque de recolher no Egito
O governo egípcio decretou nesta quarta-feira um toque de recolher no Cairo e em outras 11 províncias, depois da onda de violência registrada na operação de dispersão de partidários do presidente destituído Mohamed Mursi. O toque de recolher será aplicado a partir das 19h (14h de Brasília) até 6h (1h), indicou o porta-voz do governo, em uma mensagem difundida pela TV estatal.
Câmera de emissora britânica morre no Egito
Um homem que trabalhava como câmera da emissora britânica Sky News morreu nesta quarta-feira durante os confrontos no Egito. Mick Deane foi morto com ao menos um tiro em Cairo. Ele trabalhava para a rede de TV há 15 anos e atuou em Washington e em Jerusalém.