Em vários bairros do Cairo, a capital do Egito, foram instaladas barreiras por esses grupos com o objetivo de identificar carros e pessoas. Os grupos são formados por homens que usam barba, em geral, e mulheres em trajes muçulmanos. Durante o governo Mursi, ele obteve apoio da maioria religiosa.
As autoridades do Egito temem que o aumento dos grupos armados eleve o nível de tensão no país, agravado após a destituição de Mursi do poder, em 3 de julho. Desde então está como presidente interino Adly Mansour, apoiado pelas Forças Armadas.
Na semana passada, o governo de Mansour determinou estado de emergência, por um um mês, e toque de recolher obrigatório noturno em 14 das 27 províncias egípcias. Os confrontos entre manifestantes e forças de segurança causaram mais de 750 mortos nos últimos quatro dias. O governo brasileiro pediu explicações ao embaixador egípcio no Brasil sobre a onda de violência.