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Egito proíbe ações de grupos armados em defesa de Mursi

Barreiras foram instaladas em vários bairros de Cairo por apoiadores de presidente deposto

Exército segue nas ruas do Cairo
Exército segue nas ruas do Cairo Foto : Virginie Hoang / AFP / CP
O ministro do Interior do Egito, Mohamed Ibrahim, anunciou nesta segunda-feira que está proibida a instalação de comitês populares, considerados ilegais e que praticam atos em desacordo com as normas vigentes. Esses comitês são chamados por ele de “grupos de vigilantes”, no Brasil é o equivalente a grupos armados. Em geral, estes bandos são formados por jovens que apoiam o presidente deposto Mohamed Mursi.

Em vários bairros do Cairo, a capital do Egito, foram instaladas barreiras por esses grupos com o objetivo de identificar carros e pessoas. Os grupos são formados por homens que usam barba, em geral, e mulheres em trajes muçulmanos. Durante o governo Mursi, ele obteve apoio da maioria religiosa.

As autoridades do Egito temem que o aumento dos grupos armados eleve o nível de tensão no país, agravado após a destituição de Mursi do poder, em 3 de julho. Desde então está como presidente interino Adly Mansour, apoiado pelas Forças Armadas.

Na semana passada, o governo de Mansour determinou estado de emergência, por um um mês, e toque de recolher obrigatório noturno em 14 das 27 províncias egípcias. Os confrontos entre manifestantes e forças de segurança causaram mais de 750 mortos nos últimos quatro dias. O governo brasileiro pediu explicações ao embaixador egípcio no Brasil sobre a onda de violência.

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