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Egito registra 10 mortos, 500 feridos e 180 detidos em três dias de confrontos

Manifestantes se opõem à liderança militar no país desde a queda de Mubarak

Homem usa porta de metal como escudo nos protestos no Cairo
Homem usa porta de metal como escudo nos protestos no Cairo Foto : Khaled Desouki / AFP
Três dias de confrontos entre manifestantes civis, a polícia e militares no centro do Cairo somaram pelo menos dez mortos, quase 500 feridos e mais de 180 pessoas detidas. Os manifestantes se opõem à liderança militar no poder desde a saída do presidente Hosni Mubarak.

Entre os presos há pessoas pegas em flagrante com coquetéis molotov que atacavam as forças policiais e militares e assaltavam edifícios governamentais.

A agência de notícias estatal egípcia Mena informou que 164 pessoas foram acusadas e levadas a um tribunal por participação em ataques contra membros das Forças Armadas e da polícia e por resistência às autoridades. Manifestantes civis e forças policiais trocam acusações de instigar a violência, a brutalidade e o vandalismo.

Esses confrontos são os mais graves desde os registrados poucos dias antes de 28 de novembro, data em que começaram as primeiras eleições legislativas no país desde a queda de Mubarak, causando 42 mortos, a maioria no Cairo.

O primeiro-ministro, Kamal al-Ganzuri, disse que está em curso uma "contrarrevolução", que não é feita pelos “jovens da revolução”, e assegurou que "nem o Exército nem a polícia abriram fogo" contra os manifestantes.

Os ativistas reclamam o fim do poder militar, enquanto prossegue a segunda fase das eleições legislativas. A primeira fase, realizada em um terço do país, deu 65% dos votos aos partidos islâmicos, dos quais 36% para a Irmandade Muçulmana e 24% para os fundamentalistas salafitas.



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