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O vice-presidente egípcio, Omar Suleiman, lidera as conversações. A reunião, realizada na sede do Conselho de Ministros, faz parte das gestões do regime de Hosni Mubarak para buscar uma aproximação com todos os grupos políticos a fim de superar a crise aberta no fim do mês de janeiro. O Exército reforçou de madrugada as medidas de controle em torno da emblemática praça Tahrir no Cairo, onde os manifestantes prosseguem acampados.
Apoio dos EUA
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, demonstrou neste domingo apoio à participação do movimento islamita egípcio Irmandade Muçulmana nas conversações políticas que começaram no Egito.
"Soubemos da participação da Irmandade Muçulmana, indicando que, pelo menos, estão envolvidos no diálogo que estimulamos", disse Hillary Clinton à National Public Radio (NPR), a partir da Alemanha.
"Vamos esperar e ver como se desenvolvem" as conversações, mas "fomos muito claros sobre o que esperamos" delas".
Papa quer a paz
O papa Bento 16 expressou hoje sua preocupação pela situação no Egito e fez votos para que o país "recupere a tranquilidade e a convivência pacífica", levando em conta o bem comum de todos os cidadãos.
O papa fez a manifestação, a primeira pública sobre a situação no Egito, diante de milhares de fiéis na praça de São Pedro durante a reza dominical no Vaticano.
"Nestes dias acompanho com atenção a delicada situação na querida nação egípcia. Peço a Deus que essa terra, benzida pela presença da Sagrada Família, recupere a tranquilidade e a convivência pacífica, levando em conta o compromisso partilhado para o bem comum", disse.
ONU pede estabilidade
O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu neste domingo que a situação no Egito não ameace a estabilidade do mundo árabe, ao mesmo tempo em que reivindicou uma transição e um reinício ordenado e sem violência.
"Desejamos um processo de transição de maneira ordenada e pacífica, sem impacto negativo na paz e a estabilidade da região", declarou Ban ao fim de sua participação na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha.
O secretário-geral das Nações Unidas ressaltou que o regime do Egito está convocado a realizar o mais breve possível as necessárias reformas e mudanças.
Ele não quis falar se o presidente egípcio deve renunciar imediatamente ao cargo e ter um papel central no processo de transição.
Para Ban, a decisão deve ficar nas mãos dos próprios egípcios, pedindo que outros países tirem suas próprias consequências dos fatos ocorridos do Egito.
"É uma boa lição", disse o secretário-geral das Nações Unidas, que sugere aos Governos escutar os cidadãos e satisfazer suas necessidades, antes que despertem protestos como os do Egito.
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