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Eleições EUA: segurança eleitoral alerta para possível interferência da Rússia e do Irã

Agências federais afirmam que figuras ligadas à Rússia estariam criando vídeos e artigos falsos para "minar a legitimidade da eleição”

Comunicado conjunto de agências federais acusa Rússia e Irã
Comunicado conjunto de agências federais acusa Rússia e Irã Foto : Leonardo Munoz / AFP / CP

Agências de inteligência e de segurança eleitoral americanas acusaram países como Rússia e Irã de campanhas de influência para interferir nas eleições americanas, e destacaram o risco de mais manipulação na reta final da corrida eleitoral. Em um comunicado conjunto de agências federais, as instituições alegaram que figuras ligadas à Rússia estão criando vídeos e artigos falsos com a intenção de "minar a legitimidade da eleição, incutir medo nos eleitores em relação ao processo eleitoral e sugerir que os americanos estão usando violência uns contra os outros devido a preferências políticas".

Agentes federais alertaram que a Rússia provavelmente irá enviar mais "conteúdo fabricado" no dia de eleição e categorizou como "a ameaça mais ativa" quanto à interferência estrangeira. Em outras eleições, essas agências acusaram o país europeu de interferência política em 2016 e 2020 a favor do candidato Donald Trump.

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Segundo elas, haveria uma nova tentativa para eleger o republicano e indicando que as operações continuariam após o dia de eleição. A embaixada russa negou as acusações, dizendo que "não interferiu e não interfere nos assuntos internos de outros países, incluindo os Estados Unidos". Analistas da Microsoft também indicaram tentativas de interferência pelo Irã.

A empresa disse que figuras iranianas criaram websites falsos e fingiram ser ativistas para intimidar eleitores e espalhar desinformação. Além disso, agentes do governo americano acusaram a mídia estatal russa de espalhar conteúdo pró-Rússia para audiências americanas e apreenderam dezenas de domínios da Internet que, segundo eles, fomentavam a propaganda.