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Eleições no Paraguai não serão antecipadas, diz Justiça Eleitoral

Pleito está marcado para abril de 2013

As eleições no Paraguai não serão convocadas antes da data programada, em abril de 2013, informou o ministro do Tribunal Superior de Justiça Eleitoral do Paraguai, Manuel Morales, durante visita do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, ao país.

“Dissemos a ele (Insulza) que no próximo mês de abril teremos eleições gerais e ele nos disse que vão nos ajudar com todo o possível”, disse. Morales garantiu que o tribunal vai se esforçar para organizar as eleições de maneira que o povo escolha seu candidato.

O secretário-geral da OEA disse nessa segunda-feira que a situação no Paraguai não é grave, mas delicada devido à decisão do Parlamento de aprovar o impeachment do ex-presidente Fernando Lugo. Segundo ele, algumas das consequências geradas com a saída do presidente Lugo “estão mais claras agora”. Contudo, ele não pontuou quais seriam essas consequências.

Insulza se reuniu ontem com o novo presidente paraguaio, Federico Franco, e também com o ex-presidente Lugo, entre outras autoridades paraguaias. A visita do secretário-geral foi motivada pelo processo de impeachment do ex-presidente Lugo, considerado por países sul-americanos como muito rápido, por ter levado dois dias.

Além disso, os países consideraram que houve pouco tempo para o ex-presidente fazer sua defesa. Na segunda semana de julho, Insulza deverá apresentar um parecer sobre a visita e a situação política do Paraguai ao Conselho Permanente da OEA. Com informações da agência pública multiestatal de notícias.

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