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No campo de refugiados de Bureij, no centro da Faixa de Gaza, disparos da artilharia de Israel mataram mais onze palestinos, “incluindo três crianças e duas mulheres, e outras 15 pessoas ficaram feridas” na manhã de terça, segundo Al-Qudra, que não precisou onde ocorreram as mortes.
Na segunda-feira, outros cinco palestinos morreram em um bombardeio israelense contra Khan Yunis, no Sul da Faixa de Gaza, segundo Ashraf al-Qudra. O bombardeio atingiu os arredores da Universidade Islâmica, e entre os cinco mortos há quatro membros de uma mesma família. O ataque também deixou 20 feridos.
Israel intensificou seus ataques na madrugada desta terça-feira contra a cidade de Gaza, especialmente sobre o bairro da Universidade Islâmica, de acordo com a agência de notícias AFP. Por volta das 19h15min (13h15min de Brasília), Israel conclamou a população civil a abandonar certas zonas da cidade de Gaza "imediatamente", antecipando os bombardeios.
Durante a segunda-feira, 47 corpos deram entrada nos necrotérios da Faixa de Gaza: 31 palestinos mortos nos bombardeios desta segunda e 12 retirados de escombros. Outros quatro palestinos faleceram no hospital após seu resgate de escombros.
1.047 vidas perdidas
Desde o início da ofensiva de Israel, há 22 dias, os bombardeios contra a Faixa de Gaza já mataram 1.104 palestinos - mais de 70% civis - e deixaram cerca de 6.200 feridos. Israel também sofreu baixas na segunda-feira. Quatro militares – tripulantes de tanque – foram mortos por um tiro de morteiro ao longo da fronteira com a Faixa de Gaza, e outro soldado caiu em combate no território palestino.
No total, o Exército hebreu já perdeu 48 soldados, o maior número de baixas desde a guerra contra o Hezbollah libanês, em 2006. Três civis israelenses foram mortos por disparos de foguetes da Faixa de Gaza.
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