Strauss-Kahn, de 62 anos, foi indiciado por sete acusações, incluindo tentativa de estupro, depois do que os promotores consideraram uma "brutal" agressão, em 14 de maio, contra a funcionária do hotel. Antes do indiciamento, DSK era considerado uma das pessoas mais influentes da economia global e potencial candidato à presidência francesa.
Strauss-Kahn deixou o tribunal acompanhado pela esposa, a jornalista Anne Sinclair. Ele retornou ao apartamento de luxo no bairro de Tribeca, em Manhattan, onde cumpre prisão domiciliar. Do lado de fora do tribunal, várias mulheres vestidas como funcionárias de hotel organizaram um protesto. Elas gritaram "vergonha" na chegada de DSK à corte.
Dezenas de jornalistas permaneceram durante várias horas diante do edifício, em Manhattan, para tentar entrar na sala da audiência. Os canais de televisão instalaram estúdios improvisados no local para as transmissões ao vivo. "A mulher que o acusa sofreu uma terrível agressão sexual. É uma mulher digna e respeitável", disse Kenneth Thompson, um dos advogados da camareira, após a audiência.
"Foi uma terrível agressão sexual contra uma mulher inocente. Ela vai comparecer à corte. Vai dizer a verdade. O que deseja é justiça", completou, antes de afirmar que sua cliente não busca publicidade. Já o advogado de defesa de DSK, Benjamin Brafman, destacou, na saída do tribunal, que "ficará claro que não há elementos de que tenha existido coação no caso". "Qualquer sugestão em contrário simplesmente não é confiável", disse.