O repórter investigativo de uma TV local, Scott Taylor, informou em seu Twitter que o bilhete estava entre dezenas de peças que a polícia recolheu na casa de dois andares que serviu de cativeiro. "Sou um predador sexual. Preciso de ajuda", dizia o bilhete, segundo Taylor. "Elas estavam aqui contra a vontade delas porque cometeram o erro de entrar num carro com um total estranho", diz o bilhete. "Eu não sei por que continuo procurando por outra. Eu já tenho duas em minha posse", acrescenta o texto.
Taylor disse que Castro também teria escrito sobre querer cometer suicídio e deixar "todo o dinheiro que poupei para minhas vítimas". O chefe adjunto da polícia de Cleveland, Ed Tomba, teria confirmado a existência da nota quando indagado pela imprensa se existia um bilhete de suicídio. "Essa é uma das peças de evidência que recuperamos e que não podemos comentar. Existem mais de 200 itens tirados da casa na Avenida Seymour. Todos esses itens serão processados", afirmou.
Acusações
Castro compareceu nesta quinta-feira a um tribunal de Ohio para enfrentar acusações de estupro e sequestro de Amanda Berry, 27, Gina DeJesus, 23 e Michelle Knight, 32. O ex-motorista de ônibus escolar não se pronunciou durante a audiência, e permaneceu de pé e algemado, olhando para o chão.
O tribunal ditou uma fiança de dois milhões de dólares, o que fará com que Ariel permaneça preso. A respeito da fiança, a advogada de defesa, Kathleen DeMetz, comentou que Ariel recebe seguro desemprego e não tem como pagar. Além do mais, não tem condenações anteriores por delitos graves.
O promotor do caso, Brian Murphy, destacou que as acusações contra Ariel Castro "baseiam-se em decisões premeditadas para sequestro três jovens mulheres das ruas de South Side de Cleveland"."Duas das vítimas sofreram uma experiência horrenda durante mais de uma década, a terceira por quase uma década, e a dura experiência resultou numa menina que, aparentemente, nasceu durante o cativeiro de uma das mulheres", acrescentou. “E, além disso, junto com o cativeiro, houve repetidas agressões. Foram atacadas e impedidas e abusadas sexualmente, basicamente sem jamais serem livres para deixar a residência", assinalou.
A juíza do tribunal municipal, Lauren Moore, instruiu para que Castro não tenha contato algum com suas supostas vítimas.Depois da audiência, DeMetz disse aos jornalistas que Castro corria o risco de cometer suicídio e que devia ser colocado sob vigilância especial quando for levado para a prisão do condado.