Mundo

Em discurso no Congresso, Macri faz meta de pobreza zero

Presidente da Argentina prestou juramento e prometeu dialogar com todos

Foto :
Mauricio Macri está oficialmente empossado como novo presidente da Argentina. Ele e a vice Gabriela Michetti fizeram o juramente no Congresso no começo da tarde desta quinta-feira, em Buenos Aires. Depois, Macri fez um discurso ao parlamento, onde defendeu o diálogo, traçou a meta de alcançar a pobreza zero no país e garantiu que seu governo fará um combate nunca visto ao tráfico de drogas.

• Maurício Macri presta juramento na Argentina
• Mauricio Macri tem trajetória no futebol e vive ápice na carreira política

Macri iniciou o discurso defendendo a união do país, disse que a eleição encerrou no momento da sua vitória, no dia 22 de novembro, e pediu que não haja “macristas” nem “antimacristas” e que todos busquem o crescimento da Argentina.

“Mais que nunca digo que temos que ser otimistas na esperança com o nosso governo. Dizemos que o governo que iniciamos hoje vai trabalhar incansavelmente para que todos os argentinos, especialmente aqueles que mais necessitam, estejam vivendo melhor ao final do mandato. Como presidente, quero ser alguém que possa se comunicar com todos os argentinos. Para mim, a política não é uma competição para ver quem tem o maior ego”, disse Macri, numa referência velada a ex-presidente Cristina Kirchner.

O novo presidente também defendeu a Justiça independente na Argentina. "No nosso governo, não haverá juízes macristas, não pode haver juízes militantes de algum partido político, não são bem-vindos no meu governo", disse o novo presidente. Ele também quer um Poder Judiciário mais rápido. "Justiça tardia não é justiça".

Ele também prometeu combater a corrupção. "Esse governo vai combater a corrupção. Vou ser implacável com os corruptos. Não importa o partido".

“Devemos reconhecer os nossos problemas para juntos encontrarmos as melhores soluções. A Argentina é um país com diferentes realidades. Queremos nos unir na adversidade. Queremos o apoio de todos, com as pessoas que se sentem de direita e esquerda”, defendeu.

Macri disse ainda que os argentinos votaram nele acreditando nas três metas principais de seu governo: acabar com a pobreza, combater o narcotráfico e unir o país. “Falar de pobreza zero é uma meta que dá sentido para as nossas ações. O nosso objetivo é que após o nosso governo não haja um argentino que passe fome. Vamos cuidar de todos. O estado estará onde for necessário, em especial para os que menos tem. Para que haja pobreza zero precisamos gerar trabalho. Vamos aproveitar o que já existe, mas vamos trabalhar para que se multiplique as formas e trabalho”, afirmou o novo presidente, que ainda garantiu um combate nunca visto ao narcotráfico no país.

“Outro desafio que teremos é combater o narcotráfico como nenhum governo fez antes. Vamos encarar esse tema de frente para gerar tranquilidade às famílias argentinas em todo o país. O narcotráfico cresceu nos últimos anos e não podemos permitir mais isso”, defendeu.

Embora tenha defendido o diálogo e união independente das preferências políticas, Mauricio Macri não deixou de alfinetar a antecessora Cristina Kirchner. “Nos últimos anos se fez com que o governo caísse um autoritarismo. Em meu governo não haverá ‘macristas’ nem ‘antimacristas’. Não se pode ter militante de nenhum partido na Justiça. A quem quer ser, já dizemos que não serão bem vindos se querem ser instrumentos nossos. A justiça deve ajudar as pessoas a resolver seus conflitos com a aplicação da lei. Nossa justiça será independente”, afirmou.