Milhares de pessoas se reuniam neste sábado em um parque no centro de Hong Kong, entoando cantos e slogans para marcar o quinto aniversário dos chamados "protestos de guarda-chuva" (Umbrella Movement), que pedem reformas democráticas no território semiautônomo da China.
A polícia, que aprovou o evento no Parque Tamar da Frente Civil pelos Direitos Humanos, reforçou a segurança com barreiras para bloquear o acesso a escritórios do governo e ao prédio do Conselho Legislativo, que foi invadido por manifestantes em julho.
"Nós estamos de volta", dizia uma grande faixa dos manifestantes diante de um órgão do governo. Pôsteres lembravam o movimento de 2014, quando manifestantes ocuparam pontos importantes na mesma área da cidade por 79 dias, mas sem conseguir qualquer concessão do governo.
Confrontos entre a polícia e os manifestantes de Hong Kong foram registrado há uma semana perto da fronteira com a China, durante o 16º fim de semana consecutivo de protestos que pedem mais democracia neste centro financeiro mundial. A polícia usou gás lacrimogêneo e balas de borracha contra pequenos grupos de ativistas radicais que haviam estabelecido barricadas na cidade periférica de Tuen Mun. Alguns manifestantes atiraram tijolos e pelo menos um coquetel molotov.
A cidade é cenário de manifestações há vários meses, algumas delas violentas, que exigem mais liberdades democráticas e investigação sobre a reação da polícia.