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Em mais de um ano de conflito, 11 mil pessoas morreram na Síria, diz oposição

Plano de cessar-fogo imposto no país será fiscalizado por observadores da ONU

No momento em que uma missão de observadores da Organização das Nações Unidas (ONU) está em Damasco, capital síria, o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (ODSH), oposição ao regime do presidente Bashar Al-Assad, informou que, em 13 meses, 11.117 pessoas morreram no país em função da onda de violência. Os números foram divulgados nesta segunda-feira. Apenas nos últimos quatro dias, desde que foi imposto o cessar-fogo, 55 pessoas morreram.

Pelos números do OSDH, entre as vítimas estão 7.972 civis e 3.145 militares e desertores. As informações são do presidente da organização, Rami Abdel Rahmane. Segundo ele, o cessar-fogo não impediu os embates entre forças leais ao governo do presidente sírio e a oposição.

Desde março de 2011, Assad é alvo de protestos no país, aos quais reage com o uso de força. Os manifestantes reivindicam a renúncia do líder, a abertura política do país e o fim da onda de violência. Observadores internacionais identificaram casos de violação de direitos humanos, como estupros, prisões indevidas e detenção de crianças.

Uma equipe de seis observadores da ONU chegou na noite desse domingo a Damasco. O objetivo do grupo é verificar a execução do plano de cessar-fogo na região. O grupo é liderado pelo coronel marroquino Ahmed Himmiche, que aguarda a chegada de mais 24 observadores nos próximos dias.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou no sábado, por unanimidade dos seus 15 membros, a Resolução 2042, que vai permitir o envio à Síria de uma equipe de até 30 observadores para fiscalizar a implementação do plano de paz.

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