“Foi pânico, choro e desespero.” Horas após o atentado que deixou pelo menos 80 mortos, o médico do Grêmio Paulo Rabaldo ainda tentava compreender o que estava passando em Nice, na França. Em visita a uma filha que mora na cidade francesa, ele por pouco não presenciou in loco o momento em que um caminhão avançou por uma multidão, na orla da cidade. “Era para estarmos lá”, contou, em entrevista à Rádio Guaíba.
Rabaldo estava em um restaurante com a família quando o ataque aconteceu. “Estávamos jantando na hora. Só houve a correria. Fecharam todos os restaurantes. As pessoas que estavam na rua foram puxadas para dentro. A gente não ficou muito sabendo na hora o que ocorria”, descreveu. “Até agora, só o que se houve é sirenes.”
A cidade, badalada e turística, agora está em estado de choque, conforme o médico. “É uma sensação de consternação e tristeza. A cidade decretou um toque de recolher”, contou. “Aqui onde estou tem muitos bares, muita gente e vida noturna, mas agora está tudo fechado e não se ouve nada. Só se ouve as sirenes passando. É um quadro muito assustador.”
Na hora do atentado a família de Rabaldo estava em um restaurante. Por sorte não foram à praia, onde ocorriam as festividades da Bastilha e que acabou sendo palco do atentado. “Estávamos jantando e o combinado era ir para praia ver os fogos. Por sorte a gente se atrasou na janta e não conseguimos ir à praia no ocorrido”, contou, aliviado.
Além dos pelo menos 73 mortos, outras 100 pessoas se feriram. Ainda não está confirmada a motivação do ataque. O motorista do caminhão que avançou sobre as pessoas foi morto a tiros pela polícia.
Em Nice, médico do Grêmio relata “pânico, choro e desespero”
Paulo Rabaldo iria para o local onde ocorreu ataque que deixou mais de 70 mortos