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Em protesto contra demissões, funcionários públicos começam greve na Argentina

Mais de 26 mil trabalhadores foram desligados no governo Macri

Trabalhadores do setor público iniciaram greve na Argentina
Trabalhadores do setor público iniciaram greve na Argentina Foto : Eitan Abramovich / AFP / CP
As maiores entidades de trabalhadores do setor público da Argentina, com o apoio de sindicatos e organizações sociais, começaram nesta quarta-feira uma greve de alcance nacional e uma jornada de protestos. Os manifestantes fizeram uma passeata até a Casa Rosada, sede do governo.

O motivo da greve é a demissão em massa de funcionários estatais desde o início do governo do presidente Mauricio Macri, que já desligou mais de 26 mil trabalhadores do setor público federal, provincial (estados) e municipal.

Entidades como a Central Sindical dos Trabalhadores Argentinos (CTA) e a Associação de Trabalhadores do Estado (ATE) criticam as demissões e pedem “a imediata reincorporação” dos funcionários. A marcha também reivindica o fim do imposto de renda sobre os salários, entre outras demandas.

Os grevistas também criticam o novo protocolo de segurança estabelecido por Macri, que proíbe os bloqueios viários, um dos principais métodos de mobilização dos sindicalistas argentinos. Segundo as entidades, o protocolo criminaliza os protestos no país.

O secretário-geral da CTA de Buenos Aires, Roberto Baradel, disse que as diretrizes da paralisação desta quarta-feira são claras: não às demissões, pela reincorporação de funcionários e rejeição a medidas de “abertura indiscriminada de importações”, que prejudicam pequenas e médias empresas do país.

O secretário-geral da CTA Autônoma, Pablo Micheli, pediu a “revogação da Lei Antiterrorismo (novo protocolo de segurança de Macri)” e melhora nos salários e condições de trabalho.