“O acordo foi o resultado de uma decisão difícil, porém, corajosa por parte do governo de Israel. (Decisão) que decorre do compromisso israelense de que nenhum soldado será deixado para trás nas mãos de terroristas e que foi possível por intermédio do governo egípcio”, diz a nota, lembrando que o Egito faz a intermediação para a libertação de Shalit e dos palestinos.
A exemplo das festas que ocorrem hoje em Israel em homenagem a Shalit, a representação diplomática em Brasília também se mostrou satisfeita, lembrando que o momento é para ser celebrado em família. “Após anos em cativeiro, sobrevivendo em condições precárias, Gilad Shalit finalmente volta para casa, para seus pais Noam e Aviva, para seu irmão Yoel, sua irmã Hadas, seu avô Zvi e para o povo israelense”, informa a nota.
Shalit foi capturado em 25 de junho de 2006, quando tinha 19 anos, por militantes palestinos ligados ao Hamas. Ele servia em um posto do Exército israelense na fronteira com a Faixa de Gaza. "Espero que este acordo ajude a realizar a paz entre os dois lados", disse o soldado em entrevista a um canal de televisão egípcio, após ser solto.
O soldado foi entregue pelo Egito a autoridades no lado israelense da fronteira, onde era aguardado pela família. Em troca, 477 prisioneiros palestinos serão libertados gradualmente ainda hoje pelas autoridades de Israel e encaminhados para o Egito – de onde serão levados para uma festa preparada pelo Hamas, na Faixa de Gaza. No total, Shalit será trocado por 1.027 prisioneiros palestinos.