“Em razão do ambiente de instabilidade política que se vivencia no Egito, a Embaixada do Brasil recomenda à comunidade brasileira e aos turistas que visitam o país evitar transitar em áreas da capital e de outras cidades onde possam ocorrer manifestações públicas”, diz o texto.
Em seguida, o comunicado acrescenta: “A mesma cautela deverá ser adotada nos deslocamentos em geral, mesmo em locais aparentemente pacíficos. Nesse sentido, é importante estar atento às notícias veiculadas pelos meios de comunicação, assim como zelar pela segurança individual. Recomenda-se igualmente manter os documentos de identificação em local seguro e acessível”.
O Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, informou que não há brasileiros entre as vítimas nem registro de incidentes com nacionais do Brasil. Paralelamente, a embaixada mantém o alerta e o funcionamento, em regime de plantão, para o atendimento aos brasileiros. Porém, são estudadas medidas adicionais, em caso de agravamento da situação no Egito.
Desde junho, os protestos se tornaram frequentes no Egito. Ativistas favoráveis ao presidente deposto, Mouhamed Mursi, e contrários a ele se enfrentam nas ruas do Cairo, a capital, e das principais cidades egípcias.
Os conflitos mais intensos ocorreram entre os dias 13 (anteontem) e 14 (ontem). O Brasil e representantes de vários países condenaram a violência no Egito. Para algumas autoridades, a forma como as forças policiais combateram os protestos é considerada um massacre. No balanço oficial, entre os mortos há 43 policiais, mas a maioria dos 525 mortos é de civis.