O porta-voz do ministério, embaixador Tovar da Silva Nunes, disse que a embaixada brasileira será mantida em funcionamento normal, sem orientações, no momento, para a retirada de funcionários ou a suspensão de atividades. Um dia depois de as Forças Armadas destituírem o presidente Mouhamed Mursi do poder, o clima de tensão no Egito ainda está presente nas principais cidades. Na Praça Tahrir, no Cairo, símbolo de contestações populares, muitos manifestantes passaram a noite e prometem manter as manifestações ao longo do dia.
A organização não governamental Human Rights Watch denunciou que foram registradas, nos últimos dias, 91 agressões em várias cidades egípcias durante os protestos. O maior número de denúncias foi registrado na Praça Tahrir e arredores. Segundo relatos, as vítimas são cercadas por grupos de homens, em geral jovens, que as atacam e rasgam as roupas, depois agridem física e sexualmente.
Nas manifestações, há simpatizantes e contrários a Mursi, assim como defensores do governo do ex-presidente Hosni Mubarak, deposto em fevereiro de 2011, e militares. 'A expectativa é que a população egípcia encontre uma solução dentro da ordem democrática para atender às aspirações de uma sociedade mais aberta, mais justa e mais próspera', disse o porta-voz.