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Embaixada recomenda que brasileiros evitem aglomerações no Egito

Local terá funcionamento normal após troca de poder no país

Não há registros de brasileiros feridos ou mortos após confrontos de civis contra o governo
Não há registros de brasileiros feridos ou mortos após confrontos de civis contra o governo Foto : Gianluigi Guercia / AFP / CP
Em meio às incertezas no Egito, a Embaixada do Brasil no Cairo recomenda que os brasileiros redobrem o cuidado nos locais em que houver aglomerações e evitem deslocamentos desnecessários. Não há registros de brasileiros feridos ou mortos, segundo o Ministério das Relações Exteriores.

O porta-voz do ministério, embaixador Tovar da Silva Nunes, disse que a embaixada brasileira será mantida em funcionamento normal, sem orientações, no momento, para a retirada de funcionários ou a suspensão de atividades. Um dia depois de as Forças Armadas destituírem o presidente Mouhamed Mursi do poder, o clima de tensão no Egito ainda está presente nas principais cidades. Na Praça Tahrir, no Cairo, símbolo de contestações populares, muitos manifestantes passaram a noite e prometem manter as manifestações ao longo do dia.

A organização não governamental Human Rights Watch denunciou que foram registradas, nos últimos dias, 91 agressões em várias cidades egípcias durante os protestos. O maior número de denúncias foi registrado na Praça Tahrir e arredores. Segundo relatos, as vítimas são cercadas por grupos de homens, em geral jovens, que as atacam e rasgam as roupas, depois agridem física e sexualmente.

Nas manifestações, há simpatizantes e contrários a Mursi, assim como defensores do governo do ex-presidente Hosni Mubarak, deposto em fevereiro de 2011, e militares. 'A expectativa é que a população egípcia encontre uma solução dentro da ordem democrática para atender às aspirações de uma sociedade mais aberta, mais justa e mais próspera', disse o porta-voz.


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