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Melantonio disse que a União Europeia, por meio de representantes da França, Alemanha, Itália, Inglaterra e Espanha na ONU, pediram a transição política imediata no Egito. Mubarak, por sua vez, disse que só sairá em setembro, após a realização de supostas eleições.
Declarações oficiais
Hoje o principal assessor de Mubarak, Macab Botros, disse em entrevista a rádio local, que o presidente é um guerreiro e para ele o que está acontecendo é uma batalha. Ressaltou que o presidente lutará como se fosse uma guerra. De acordo com o embaixador, a declaração é preocupante porque reflete o espírito repressor do dirigente.
Invasão da praça Praça Tahrir
O embaixador relatou que na quarta-feira manifestantes pró-Mubarak entraram na Praça Tahrir, no Centro do Cairo, armados e se infiltraram no meio da multidão por falta de controle do Exército do país.
Situação geral
O movimento pela saída de Mubarak foi iniciado há dez dias pelas redes sociais (Facebook, Twitter, Orkut). De quinta-feira até ontem, todos os sistemas foram bloqueados. A comunicação eletrônica, como celular e internet, está difícil com frequentes cortes.
O vice-presidente, general Omar Suleiman, que foi empossado recentemente por Mubarak, pretende renunciar nos próximos dias. Há informações de que mercenários, assassinos e ladrões teriam sido contratados pelo governo para criar o caos no Egito.
Algumas pessoas relatam desabastecimento de produtos essenciais nos mercados, mas o embaixador disse ter percorrido diversas lojas do Cairo e garantiu que a situação não é essa. Ao ser questionado sobre a provável duração das manifestações, Melantonio disse que o povo está determinado a derrubar o ditador. Ressaltou que depois que a violência se intaurou nas principais cidades egípcias, os manifestantes civis que pedem a volta da democracia se tornarammais numerosos.