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O apresentador da CNN questionou o embaixador se ele estava intervindo a pedido do ministro das Relações Exteriores. O diplomata respondeu que agia diretamente a pedido de Suleiman. Baseados na tradução do discurso de Mubarak em árabe, a CNN e todos os meios de comunicação ocidentais estavam informando que a transferência de poderes era parcial, e que Mubarak permaneceria no poder.
Em seu discurso de 20 minutos transmitido pela TV, Mubarak afirmou que irá "delegar ao vice-presidente da república as prerrogativas do presidente, pela maneira fixada na Constituição". Suleiman, de 74 anos, ex-chefe dos serviços de inteligência, não é muito popular entre os manifestantes, que reivindicam um rompimento completo com o sistema de domínio militar que há seis décadas vigora no país, o mais populoso do mundo árabe.
Após o discurso de Mubarak, Suleiman apareceu na TV estatal dizendo que já há um "mapa" para a transferência de poderes, e garantiu que irá comandar uma "transição de poder pacífica". Ele também pediu que os manifestantes no Cairo deixem as ruas e pressionou para a retomada do diálogo entre governo e oposição. "Vão para casa, a porta ainda está aberta ao diálogo", declarou. "Estou comprometido a fazer tudo o que precisar para garantir uma transição pacífica de poder baseada na Constituição, todos trabalharemos como um time."