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Embaixador tenta permissão para retirar 123 brasileiros da Líbia

Civis são funcionários de empresa que opera em Benghazi, foco de conflitos que deixaram 173 mortos

Civis são funcionários de empresa que opera em Benghazi, foco de conflitos que deixaram 173 mortos
Civis são funcionários de empresa que opera em Benghazi, foco de conflitos que deixaram 173 mortos Foto : Gianluigi Guercia/ AFP
A chancelaria brasileira tenta, através de seu embaixador na Líbia, obter permissões para retirar em um avião fretado cerca de cem funcionários da construtora Queiroz Galvão, estabelecidos na cidade de Benghazi. A área tem sido palco de enfrentamentos entre manifestantes e forças de segurança que teriam deixado pelo menos 173 mortos.

O embaixador do Brasil na capital, Trípoli, George Ney de Souza trabalha para obter as permissões de sobrevoo e aterrissagem para um avião fretado pela empresa, que tem 123 funcionários brasileiros. A fonte da chancelaria informou que a companhia "deixou que os funcionários decidissem" se ficam ou se vão, e fretou uma aeronave para retirá-los.

Benghazi, segunda maior cidade líbia, fica 1.100 km ao leste de Trípoli e é um dos focos da rebelião contra o coronel Muamar Kadhafi, que governa o país petrolífero do norte da África há 42 anos. Segundo fontes médicas citadas pela organização humanitária Human Rights Watch (HRW), a repressão da rebelião que explodiu na terça-feira passada já pode ter matado mais e 200 pessoas.

A onda de protestos contra os regimes autoritários de países muçulmanos, do norte da África e do Oriente Médio, começou no mês passado com levantes que depuseram os presidentes de Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, e Egito, Hosni Mubarak. Desde então, teve fortes repercussões na Líbia, no Bahrein e no Iêmen, e este domingo se fez sentir no Marrocos.


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