O embaixador do Brasil na capital, Trípoli, George Ney de Souza trabalha para obter as permissões de sobrevoo e aterrissagem para um avião fretado pela empresa, que tem 123 funcionários brasileiros. A fonte da chancelaria informou que a companhia "deixou que os funcionários decidissem" se ficam ou se vão, e fretou uma aeronave para retirá-los.
Benghazi, segunda maior cidade líbia, fica 1.100 km ao leste de Trípoli e é um dos focos da rebelião contra o coronel Muamar Kadhafi, que governa o país petrolífero do norte da África há 42 anos. Segundo fontes médicas citadas pela organização humanitária Human Rights Watch (HRW), a repressão da rebelião que explodiu na terça-feira passada já pode ter matado mais e 200 pessoas.
A onda de protestos contra os regimes autoritários de países muçulmanos, do norte da África e do Oriente Médio, começou no mês passado com levantes que depuseram os presidentes de Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, e Egito, Hosni Mubarak. Desde então, teve fortes repercussões na Líbia, no Bahrein e no Iêmen, e este domingo se fez sentir no Marrocos.