A empresária Sirlei de Oliveira, 42 anos, acompanha a distância o sofrimento da filha Larissa, 20, em solo peruano. Moradora do bairro Partenon, em Porto Alegre, a jovem saiu em viagem no dia 3 de janeiro acompanhada de seis colegas da Faculdade de Relações Internacionais, da Ufrgs. O grupo pretendia visitar 15 pontos históricos da América Latina até 10 de fevereiro, quando retornaria ao Brasil. Antes de chegarem ao Peru, os universitários já tinham cruzado pela Bolívia. Devido às tempestades, transbordamentos de rios e quedas de barreiras, os universitários permanecem ilhados próximo do acesso a Machu Picchu, acompanhados de um jovem alemão.
Angustiada com a demora no resgate, Sirlei vem mantendo contatos telefônicos diários com a filha. E lamenta não ter outra alternativa a não ser esperar pelos desdobramentos das operações de resgate, suspensas seguidamente devido aos temporais que atingem a região Sul do Peru. "Não sei por quanto tempo minha filha permanecerá presa em Águas Calientes", comentou. Quanto mais o tempo passa, maior o sofrimento de Sirlei que sempre fala rapidamente com a Larissa, tendo em vista que os contatos telefônicos são precários. A jovem e os amigos permanecem hospedados em um pequeno hotel, de onde observam dezenas de turistas acampados em praças e na estação férrea.
"Para minha sorte, a Larissa viajou com bastante dinheiro. Mas se demorarem no resgate, em curto espaço de tempo não terá acesso sequer à alimentação", assinalou. De acordo com Sirlei, os restaurantes estão fechados e os poucos estabelecimentos comerciais que permanecem abertos praticam preços abusivos. De acordo com a empresária, além da Bolívia e Peru, a filha e os amigos também pretendiam visitar o Chile e a Argentina. "No entanto, não sei se continuarão a viagem ou retornarão para casa quando forem resgatados".
Empresária gaúcha aguarda retorno da filha que está no Peru
Universitária de 20 anos está ilhada próximo ao acesso a Machu Picchu