O excêntrico empresário chileno do ramo da mineração Leonardo Farkas entregou nesta segunda-feira um cheque de 10 mil dólares às famílias de cada um dos 33 mineiros presos há 18 dias em uma mina no norte do país, depois dos donos da firma declararem que será difícil pagar os salários dos funcionários. "É um cheque nominal de cinco milhões de pesos (10 mil dólares). Quando saírem, o dinheiro cobrirá seus gastos", disse Farkas às famílias, nas imediações da Mina San José, a cerca de 800 quilômetros de Santiago.
Farkas, proprietário da empresa mineradora Santa Fé e famoso por fazer generosas doações, anunciou também que iniciará uma campanha para que outros empresários chilenos doem dinheiro aos trabalhadores. Ele quer que, no final, cada um possa ter um milhão de dólares e deixe de trabalhar para sempre. "Quando forem resgatados, vou fazer uma festa", avisou o empresário.
As declarações de Farkas contrastam com a situação dos donos da mina. Seus proprietários acreditam que será difícil pagar os salários dos trabalhadores e analisam uma declaração de falência, já que não têm como se financiar.
"É difícil", disse Alejandro Bohn, um dos donos da companhia à Rádio Cooperativa, depois de ser questionado a respeito do pagamento dos salários dos 33 mineiros presos e os dos colegas, que não podem trabalhar por causa do deslizamento de 5 de agosto. "Tudo depende do que vamos conversar com as autoridades. Nossa companhia mineradora é de porte médio, explorando apenas a mina San José", que hoje está parada, ressaltou.
O advogado da empresa, Hernán Tuane, admitiu uma declaração de falência. "Certamente existe risco de quebra. Temos um patrimônio positivo. O que não temos é o fluxo necessário para poder sustentar as obrigações que estão por vir, porque a mina está paralisada", explicou.
Empresário faz doação a mineradores presos
Farkas quer que cada um possa ter um milhão de dólares e deixe de trabalhar para sempre