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Empresários gaúchos procuram tendências de mercado e contatos na Alemanha

Grupo participa da Feira Internacional de Anuga

Empresários gaúchos procuram tendências de mercado e contatos na Alemanha
Empresários gaúchos procuram tendências de mercado e contatos na Alemanha Foto : Divulgação
Agregar valor ao produto e melhorar a apresentação da marca, dando especial atenção ao designer das embalagens são alguns desafios que os micro e pequenos empreendedores gaúchos terão de superar se quiserem inserir com sucesso seus produtos no mercado externo ou ampliar essa participação. A constatação é dos próprios empresários que circularam pelos 11 pavilhões na Feira Internacional de Anuga, uma das maiores do setor de alimentos e bebidas no mundo, na Alemanha, atrás de tendências de mercado e contatos com importadores.

A feira encerra nesta quarta-feira e o balanço não poderia ser mais favorável à produção gaúcha, mesmo diante das necessidades de avanços. As duas cachaçarias que expuseram seus produtos em Anuga conseguiram fechar contratos de venda para a Europa, com destaque para a Alemanha, Suíça e Holanda. “Consolidamos novos contratos de importação e distribuição para a Alemanha e outros países da Europa”, contou o empresário Evandro Weber, da Weber Haus. Segundo ele, há também a possibilidade de a Weber Haus e a Casa Buco, ambas expuseram no mesmo estande na Anuga, produzirem para uma marca alemã de cachaça. O representante da empresa alemã deve visitar as indústrias no Rio Grande do Sul até dezembro, quando será definida a negociação.

Ruy Vogt, da Vinícola Ferdinando Zattera, de Caxias do Sul, em sua primeira visita à Anuga, destacou a importância da feira para conseguir introduzir a sua marca no mercado externo. Vogt não expôs seus produtos, em compensação circulou pelo pavilhão exclusivo de bebidas e os resultados da ofensiva foram contatos com pelo menos sete importadores de diferentes países, entre os quais, México, Polônia e Cingapura. “Estamos bem próximos de fechar contrato de exportação do nosso vinho para esses países. A negociação prossegue no pós-feira”, disse.

Quem também leva na bagagem conhecimento para aprimorar seus produtos e agregar valor a eles é Cintia Brandenburgerger, da Aromatic Spices do Brasil. Ela vai aprimorar o uso do sachê em pó que apresentou na feira como ingrediente para o preparo de guloseimas, só não adiantou a especiaria. Segundo ela é uma forma de agregar valor e ter um diferencial para ampliar a participação da empresa no exterior. Hoje, a Aromatic exporta apenas para o Japão.


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