Mundo

Encontrados possíveis explosivos na casa de vítimas de matança nos Alpes

Região onde está localizada residência da família britânica foi isolada

Família Al Hilli, de origem iraquiana, morava na localidade de Claygate, ao sul de Londres
Família Al Hilli, de origem iraquiana, morava na localidade de Claygate, ao sul de Londres Foto : Justin Tallis / AFP / CP
Substâncias potencialmente explosivas foram encontradas na casa da família britânica vítima do massacre da semana passada nos Alpes franceses. Uma unidade do esquadrão antibombas foi enviada ao local. A polícia informou que os peritos foram convocados em consequência da inquietação provocada por elementos encontrados durante a revista na residência da família Al Hilli, de origem iraquiana, situada na localidade de Claygate, ao sul de Londres.

"Estamos fazendo uma avaliação de artigos encontrados no endereço como medida de precaução", afirmou uma fonte da polícia de Surrey, onde fica a próspera Claygate, a 40 quilômetros de Londres. A área ao redor da casa foi isolada, mas o caminhão dos "Royal Logistics Corps" deixou o local pouco depois do meio-dia.

A polícia britânica manifestou "inquietação" com objetos encontrados durante uma revista na residência da família encontrada morta na quarta-feira na cidade francesa de Chevaline, na região de Annecy. Assim, as autoridades optaram por ampliar o cordão de isolamento ao redor da propriedade e chegaram a ordenar a saída dos vizinhos.

Duas fontes francesas que acompanham o caso citaram evoluções "interessantes" em Londres, em particular pelos elementos recolhidos na casa dos Al Hilli. O carro de Saad al-Hilli, um engenheiro de 50 anos, foi encontrado na quarta-feira em uma estrada florestal próxima de Chevaline, na área do lago de Annecy, nos Alpes franceses, onde passava férias com a família.

Dentro do veículo estavam os corpos do homem e de sua esposa, Iqbal, natural de Bagdá, e da mãe desta, também iraquiana, mas de nacionalidade sueca. Ao lado, estava um ciclista francês, vítima colateral do que parece ter sido a execução de toda a família.

As duas filhas do casal, de quatro e sete anos, sobreviveram ao massacre. A mais velha saiu do coma induzido, mas continua sendo tratada com sedativos. Os investigadores pretendem ouvir o depoimento de Zainab al-Hilli, que saiu do coma no domingo, depois de passar por duas operações.

A autorização médica só deve sair dentro de vários dias e a audiência acontecerá no hospital de Grenoble. Zainab, que foi violentamente agredida na cabeça e recebeu um tiro no ombro, é considerada uma testemunha essencial, já que viu os assassinos dos pais.

A irmã mais nova, Zeena, que escapou ilesa por ficar escondida sob as pernas da mãe e não viu nada, retornou do domingo a Grã-Bretanha acompanhada por dois parentes.

O irmão de Said al-Hilli, Zaid, prestava depoimento na qualidade de testemunha pelo terceiro dia consecutivo no Reino Unido. Ele se apresentou voluntariamente à polícia na quinta-feira e foi interrogado no sábado e domingo.

Até o momento, a polícia não divulgou nenhuma informação sobre o conteúdo e o local dos depoimentos. Os investigadores tentam averiguar informações sobre um possível conflito financeiro entre os dois irmãos e buscam obter pistas que permitam elucidar esta misteriosa matança.

De acordo com fontes francesas, apenas uma arma foi utilizada no crime. Vinte e cinco cápsulas foram encontradas no local, o que em um primeiro primeiro momento levou os investigadores a supor que várias armas haviam sido utilizadas.

A arma utilizada foi uma pistola de calibre 7,65, considerado antigo pelos especialistas. A perícia, no entanto, deve ser aprofundada e confirmada, segundo as fontes.

Bookmark and Share