Uma reunião de trabalho, sem status de visita de Estado. Assim é definido o badalado encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump nesta quinta-feira em Washington. O presidente norte-americano recebeu o mandatário brasileiro na Casa Branca, com direito a aperto de mãos para contentar a imprensa, ávida por tornar as projeções feitas durante a semana em notícias de fato.
Encontro com o presidente dos Estados Unidos, @POTUS, em Washington.
— Lula (@LulaOficial) May 7, 2026
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Lula e sua comitiva chegaram na Casa Branca às 11h21min (12h21min no horário de Brasília), em um utilitário esportivo (SUV), preto e blindado, que integra a frota oficial de segurança e transporte de autoridades na capital federal dos EUA. O anfitrião aguardava o presidente brasileiro sobre um pomposo tapete vermelho estendido ante a porta Sul da sede do governo estadunidense. O momento do desembarque, sucedido de apertos de mão e breves fotos, foi o único momento acompanhado pela imprensa nesta primeira parte da visita.
Conforme apuração de veículos como a CNN, partiu de Lula a mudança do protocolo inicial. Assim, a declaração que seria dada pelos dois líderes a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca antes da reunião de trabalho foi adiada para depois do encontro. O ato seguinte foi um almoço a portas fechadas que contou com os presidentes e membros dos dois governos.
De resto, permanece a expectativa sobre o teor e os resultados práticos da agenda bilateral. Lula viajou acompanhado de cinco ministros: Mauro Vieira, das Relações Exteriores; Dario Durigan, da Fazenda; Márcio Rosa, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; Alexandre Silveira, de Minas e Energia; e Wellington César Lima e Silva, da Justiça e Segurança Pública. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também foi levado aos Estados Unidos.
A composição da comitiva dá a dimensão dos temas que serão tratados. Além de questões econômicas e do aproveitamento do potencial mineral das chamadas terras raras, a segurança pública terá amplo espaço.
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Segundo fontes dos governos brasileiro e norte-americano, conforme apuraram a CNN e a agência de notícias AFP, apesar de não se tratar de uma visita de Estado, o encontro vai além dos eventuais benefícios políticos para os dos presidentes, que tentam se refazer de desgastes de suas imagens, ainda que por razões distintas. Alinhamento no combate ao narcotráfico, possibilidade de negócios públicos e privados entre as nações podem surgir desta aproximação diplomática após um 2025 de relações tensas entre o Palácio do Planalto e a Casa Branca, em campos políticos opostos.
Especula-se ainda conversas paralelas sobre respeito à soberania, liberdade econômica e sobre o tema mais preocupante da atualidade: a Guerra de EUA e Israel contra o Irã, estendida ao Oriente Médio, e com reflexos na estabilidade financeira mundial a partir dos bloqueios no Estreito de Ormuz.