Os serviços de inteligência americanos estariam convencidos, segundo o jornal, do enfraquecimento da Al-Qaeda, como sugere o material encontrado na fortaleza no Paquistão onde se escondia o líder, Osama Bin Laden, morto em 2 de maio em uma opressão de unidades de elite dos Estados Unidos.
O informe destaca as conversações mantidas nestes dias entre representantes dos Estados Unidos e dos talibãs, as primeiras em quase dez anos de guerra no Afeganistão. O presidente afegão, Hamid Karzai, confirmou no sábado a existência destes contatos, que põem em destaque o interesse crescente em encontrar uma saída política para o conflito antes da partida das tropas estrangeiras do país, prevista para 2014.
Em dezembro de 2009, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ordenou o envio de 33 mil soldados para reforçar as tropas estacionadas no Afeganistão, levando-as progressivamente a um total de 100 mil efetivos, com o objetivo de frear o avanço de então dos talibãs.
Obama prometeu na ocasião que os militares americanos começariam sua retirada do país asiático em julho de 2011. No entanto, o exército reivindica ao presidente que continue reforçando a presença bélica até o outono de 2012, noticiou esta sexta-feira, em Nova York, o Wall Street Journal.
Obama enfrenta paralelamente uma forte pressão para ordenar o retorno aos Estados Unidos de um número significativo de militares, após a morte de Bin Laden, devido ao número crescente de baixas registradas pelas tropas americanas no Afeganistão e os sérios problemas econômicos do país.