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Enfraquecimento da Al-Qaeda pode acelerar retirada dos EUA do Afeganistão

Conforme o The New York Times, 20 dirigentes da rede terrorista foram mortos desde 2010

O enfraquecimento da rede Al-Qaeda com os bombardeios e as operações encobertas levaria a Casa Branca a ordenar a retirada das tropas americanas do Afeganistão antes do previsto, noticiou o The New York Times deste sábado. Citando funcionários de alto nível, o jornal destacou que 20 dos 30 principais dirigentes da organização islâmica na região haviam sido mortos no último ano.

Os serviços de inteligência americanos estariam convencidos, segundo o jornal, do enfraquecimento da Al-Qaeda, como sugere o material encontrado na fortaleza no Paquistão onde se escondia o líder, Osama Bin Laden, morto em 2 de maio em uma opressão de unidades de elite dos Estados Unidos.

O informe destaca as conversações mantidas nestes dias entre representantes dos Estados Unidos e dos talibãs, as primeiras em quase dez anos de guerra no Afeganistão. O presidente afegão, Hamid Karzai, confirmou no sábado a existência destes contatos, que põem em destaque o interesse crescente em encontrar uma saída política para o conflito antes da partida das tropas estrangeiras do país, prevista para 2014.

Em dezembro de 2009, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ordenou o envio de 33 mil soldados para reforçar as tropas estacionadas no Afeganistão, levando-as progressivamente a um total de 100 mil efetivos, com o objetivo de frear o avanço de então dos talibãs.

Obama prometeu na ocasião que os militares americanos começariam sua retirada do país asiático em julho de 2011. No entanto, o exército reivindica ao presidente que continue reforçando a presença bélica até o outono de 2012, noticiou esta sexta-feira, em Nova York, o Wall Street Journal.

Obama enfrenta paralelamente uma forte pressão para ordenar o retorno aos Estados Unidos de um número significativo de militares, após a morte de Bin Laden, devido ao número crescente de baixas registradas pelas tropas americanas no Afeganistão e os sérios problemas econômicos do país.


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