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Enrique Peña Nieto é declarado presidente eleito do México

Advogado, de 46 anos, tomará posse no dia 1º de dezembro

Enrique Peña Nieto é declarado presidente eleito do México
Enrique Peña Nieto é declarado presidente eleito do México Foto : Alfredo Estrella / AFP / CP
O advogado Enrique Peña Nieto, do Partido Revolucionário Institucional (PRI), foi declarado nesta sexta-feira presidente eleito do México para o período 2012-2018 pelo Tribunal Eleitoral do país. Em uma votação unânime, as eleições de 1º de julho foram qualificadas como válidas. "Como consequência, fica decidido que o candidato que obteve a maioria dos votos nas eleições para presidente de acordo com a contagem é o cidadão Enrique Peña Nieto (...) presidente eleito", disse o presidente do Tribunal, José Alejandro Luna Ramos, depois da votação.

Segundo a resolução do Tribunal Eleitoral sobre os 50 milhões de votos, o PRI, na aliança com o minoritário Partido Verde, obteve 19,1 milhões de votos (38,2%), seguido pela coalizão de esquerda com 15,8 milhões (31,6%) e o conservador Partido de Ação Nacional, do atual governo, com 12,7 milhões (25,4%). No documento, foram reconhecidos "alguns problemas (principalmente erros humanos), mas foi possível resolver adequadamente e dentro do marco do direito", afirmou, por sua vez, a juíza María del Carmen Alanis. Luna Ramos explicou que o próximo passo é a entrega do registro de maioria para Peña Nieto. Aos 46 anos, ele assumirá o cargo no dia 1º de dezembro.

A sessão desta sexta-feira era considerada de trâmite depois que na noite de quinta, em uma decisão unânime, o Tribunal Eleitoral rejeitou a reivindicação da esquerda de declarar a eleição inválida devido à suposta compra massiva de votos e uso excessivo de recursos na campanha presidencial. O candidato derrotado, Andrés Manuel López Obrador, respondeu à decisão com um chamado à "resistência civil pacífica". "As eleições não foram nem limpas, nem livres, nem autênticas, consequentemente não vou reconhecer um poder ilegítimo que surgiu da compra de votos e de outras violações graves à constituição e às leis", disse López Obrador. "Embora sigam nos atacando, nos acusando de ser maus perdedores, de loucos ou messiânicos (...) preferimos estes insultos a convalidar ou formar parte de um regime injusto, corrupto e de cumplicidades", afirmou em uma mensagem lida diante da imprensa.

O candidato, também derrotado em 2006 por menos de 1% dos votos por Felipe Calderón, do Partido Ação Nacional (PAN), convocou seus seguidores a se reunir no domingo, no Zócalo, praça central da capital do México. "A desobediência civil é um honroso dever quando é aplicada contra os ladrões da esperança e da felicidade do povo. Convoco todos os partidários da democracia a nos reunirmos no Zócalo da Cidade do México (...), aí definiremos os próximos passos", declarou López Obrador, depois de ressaltar que permanecerão "na via de forma pacífica".

Nesta sexta-feira, simpatizantes da esquerda tomaram as cabines de pagamento de pedágio de uma estrada do sul da capital e deixaram os carros passarem livremente. Durante a tarde, o movimento estudantil denominado #Yosoy132, que se declara apartidário, mas que se opõe ao retorno do PRI ao poder, programou uma manifestação que terminou na sede do Tribunal Eleitoral.

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