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Enviado da ONU pede que Assad acabe com violência na Síria

Kofi Annan ressalta que pediu uma chance para a implementação do plano de paz no país

O enviado da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Liga Árabe, Kofi Annan, pediu ao presidente sírio, Bashar al Assad, que atue para acabar com 15 meses de derramamento de sangue, durante uma reunião em Damasco nesta terça-feira. "Pedi a ele que tomasse providências agora - não amanhã, agora - para criar uma chance para a implementação do plano", afirmou Annan a jornalistas na capital síria.

Annan chegou ao país na segunda-feira para reuniões com Assad, oposição e representantes da sociedade civil síria. Nesse encontro com Assad, Annan enfatizou a "grande preocupação da comunidade internacional com a violência na Síria, incluindo os eventos chocantes de Houla".

A Agência de Direitos Humanos da ONU informou que houve mais de 108 vítimas no massacre de sábado, citando moradores locais e atribuindo a responsabilidade a grupos paramilitares pró-regime. "Estamos em um ponto crítico", disse Annan, que foi alertado anteriormente de que a Síria pode entrar em guerra civil caso os abusos continuem. "O povo sírio não quer que o futuro seja de derramemento de sangue e divisão. Mas as matanças e os abusos continuam", acrescentou.

Em protesto contra a repressão e as mortes, diversos países do Ocidente retiraram seus diplomatas sírios nesta terça-feira, sugerindo à coalizão de oposição que reiterassem seus pedidos para que a comunidade internacional use "força necessária" contra o regime de Assad. "Como lembrei o presidente, a comunidade internacional irá em breve revisar a situação", disse Annan. "O governo, e todas as milícias que apoiam o regime devem interromper as operações militares e demonstrar contenção. Também apelo à oposição armada que interrompa atos de violência."

Annan disse que ele e Assad "concordaram sobre a importância de ajuda humanitária para todas as áreas do país, incluindo desobstruir o acesso a agências de ajuda da ONU". Ele também "pediu ao presidente para respeitar a liberdade de manifestações pacíficas", uma das medidas do plano de seis pontos, que tem sido sistematicamente desrespeitado nas últimas semanas com ataques a manifestantes para reprimir a dissidência.

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