• Parlamento da Crimeia decide fazer parte da Rússia
O diplomata decidiu pôr fim à sua missão depois de ter sido detido na quarta-feira por homens armado em Simferopol. O enviado especial "vai regressar em breve a Kiev para continuar a sua missão, que foi interrompida pelo incidente de hoje", disse em comunicado o porta-voz da ONU, Farhan Haq.
A tensão entre a Ucrânia e a Rússia agravou-se na última semana, após o afastamento do ex-presidente Viktor Ianukóvtich e a presença de militares russos na Crimeia, península do sul do país onde está localizada a frota da Rússia do Mar Negro. Na terça-feira, em entrevista coletiva, Vladimir Putin alegou que interveio na Crimeia a pedido de Ianukóvitch e anunciou que mantém o "direito de atuar" na Ucrânia, em último recurso, para defender cidadãos russos.
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, anunciou um pacote de ajuda financeira à Ucrânia de 11 bilhões de euros. Para esta quinta-feira está agendada reunião extraordinária do Conselho Europeu para debater a situação.
A crise na Ucrânia começou em novembro, com protestos contra a decisão de Ianukóvitch de recusar a assinatura de um acordo de associação com a União Europeia e promover uma aproximação com a Rússia. Em fevereiro, após meses de manifestações e confrontos no centro de Kiev, Ianukóvitch foi afastado, tendo tomado posse um novo governo, pró-ocidental. Ianukóvitch continua a se apresentar como presidente legítimo da Ucrânia, posição que conta com o apoio da Rússia.