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Epidemias ameaçam Haiti

Corpos seguem espalhados pelas ruas de Porto Príncipe. Veja a galeria de fotos

Ajuda internacional começa a chegar às vítimas do terremoto
Ajuda internacional começa a chegar às vítimas do terremoto Foto : Juan Barreto/AFP/CP
Dois dias após o terremoto que destruiu boa parte do Haiti, os desabrigados agora enfrentam o risco de epidemias à medida que os corpos apodrecem nas ruas de Porto Príncipe, espalhando mau cheiro e doenças pela cidade.

Leia a cobertura completa sobre o terremoto no Haiti.

“O risco de epidemia é real, existem muitos corpos nas estradas e muitos feridos. Entre as ajudas internacionais está prevista também a chegada de câmaras frigoríficas para os cadáveres”, disse o embaixador do país no Vaticano, Carl-Henri Guiteau.

No Hospital Central de Porto Príncipe, centenas de corpos apodrecem sob o sol, diante do olhar impotente dos haitianos. Feridos imploram por um médico e rezam para que não acabem no "pátio dos mortos". O presidente René Préval já admitiu que o país não tem condições de atender a todos os feridos.

Até agora, cerca de 7 mil mortos já foram enterrados até esta quinta. "Já enterramos 7 mil em uma vala comum", afirmou o chefe de Estado a repórteres no aeroporto, enquanto acompanhava o presidente dominicano Leonel Fernandez, o primeiro líder estrangeiro a visitar o Haiti desde a tragédia.

Sem luvas e com algodões empapados em álcool para se proteger do odor da putrefação, as pessoas procuram parentes em meio a uma montanha de corpos mutilados, seminus, cobertos de poeira e infestados de moscas, com a esperança de dar a eles um enterro digno.

“Finalmente encontrei minha prima. Mas agora ninguém quer me ajudar a levá-la. Os taxistas cobram uma fortuna e vou ter que deixá-la aqui de novo”, disse o haitiano Jean-Lionel Valentin, referindo-se a um corpo coberto por um lençol branco.

Veja imagens aéreas da cidade, na reportagem da Record News








Tragédia

O tremor, de 7 graus na escala Richter, ocorreu às 16h53min locais (19h53min no horário de Brasília) e foi seguido por uma série de réplicas de menor intensidade. Ainda não há dados oficiais, mas o presidente do país caribenho, René Preval, acredita que o número de mortos pode chegar a 50 mil.

Nesta quinta-feira, a ajuda humanitária prometida de todas as partes do mundo começou a chegar ao país. Foram tantos aviões que o espaço aéreo da capital ficou congestionado.

Além da chegada por ar, Porto Príncipe recebe por terra a ajuda proveniente da República Dominicana, que divide com o Haiti a ilha de Hispaniola. Segundo o embaixador dominicano no Haiti, Rubén Silié, o auxílio está sendo enviado pela estrada que cruza a fronteira de Jimaní até Porto Príncipe.

As informações são do R7.