A maioria governista do Congresso do Equador aprovou, nesta quinta-feira, a reeleição presidencial ilimitada - vigente na Venezuela e na Nicarágua - a partir das eleições de 2021, ao aprovar um conjunto de emendas que também excluem Rafael Correa do pleito de 2017.
Após mais de nove horas de debates e manifestações opositoras nas ruas, o legislativo aprovou as emendas constitucionais com 100 votos a favor, 8 contra e uma abstenção. "Com 100 votos a favor está aprovado o Projeto de #EnmiendasPorUnaPatriaMejor graças à cidadania por seu apoio permanente", escreveu no Twitter a presidente da Assembleia Nacional, Gabriela Rivadeneira. O Parlamento necessitava do voto de dois terços da casa (92 membros) para fazer mudanças na Carta Magna, que até então permitia a reeleição por uma só vez, consecutiva ou não.
O Equador torna-se assim o terceiro país latino-americano a aprovar a reeleição ilimitada, depois de Venezuela e Nicarágua. A aprovação das emendas foi alvo de manifestações a favor e contra no centro de Quito e em outras cidades, algumas das quais registraram leves distúrbios.
Equador aprova reeleição presidencial ilimitada a partir de 2021
Legislativo aprovou as emendas constitucionais com 100 votos a favor e oito contra