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Equador confirma fim de contratos com a Petrobras

Companhia brasileira extraía mais de 19 mil barris diários em dois empreendimentos

O Equador confirmou na noite desta terça-feira o fim de cinco contratos de exploração de petróleo, incluindo dois com a Petrobras, ao concluir o processo de renegociação com as multinacionais. "Não obtivemos acordos e cancelamos cinco contratos, incluindo dois com a Petrobras, que extraía 19.323 barris diários de petróleo", disse o ministro de Recursos Naturais Não Renováveis, Wilson Pástor, em uma cerimônia de assinatura de novos convênios, de prestação de serviços, para substituir os atuais operadores.

Além da Petrobras, o governo cancelou os contratos com a sul-coreana Canadá Grande, a americana EDC e a chinesa CNPC Amazon. Um alto funcionário da Petrobras já havia revelado que a empresa abandonaria suas operações no Equador, por não aceitar os novos termos impostos pelo governo para os convênios. "Seremos indenizados pelas áreas (de exploração), pelos investimentos não amortizados", explicou a fonte, que não foi identificada.

O governo equatoriano apresentou às multinacionais um novo acordo de prestação de serviços, através do qual pagará os custos de produção e uma margem de utilização para ficar com todo o petróleo extraído, substituindo o atual contrato de participação, que determina que 18% do óleo explorado pertence a Quito. Entre as empresas que aceitaram o acordo estão a chilena ENAP, a hispano-argentina Repsol-YPF, as chinesas Andes Petroleum e PetroOriental, e a italiana ENI.