No entanto, nove das 10 reformas propostas por Correa receberam no sábado um apoio que oscila entre 44,1% e 49,5%, após a apuração de 36,5% dos votos até a noite de domingo, segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE).
Enquanto isso, os votos de "Não" flutuam de 40,3% a 44,1%, de acordo com os resultados preliminares, incluindo votos brancos e nulos. Uma apuração rápida divulgada pelo CNE na noite de sábado indicou que as porcentagens de apoio estavam em uma margem de 44,9% a 50,7%.
Durante a campanha, o governismo previu uma vitória de até quatro a um, evocando a vitória de abril de 2009, quando Correa foi reeleito no primeiro turno com 52% dos votos, contra os 28% do ex-presidente Lucio Gutiérrez (2003-2005).
Mas desta vez os resultados estão apertados, como na proposta para criar um "conselho de regulação" dos conteúdos midiáticos e a instauração de "responsabilidade ulterior" da imprensa - muito debatida -, que tinha um apoio de 44,4% contra 43,4% de rejeição, segundo a apuração.
Ainda assim o presidente, com uma popularidade de 65%, segundo uma pesquisa recente, considerou em uma entrevista à AFP que a vitória é o "voto de confiança" que pediu na campanha e "um grande impulso" para seu projeto de "revolução cidadã".