Equatorianos comparecem neste domingo às urnas para eleger, entre um socialista e um ex-banqueiro de direita, o sucessor do presidente socialista Rafael Correa, no poder desde 2007. A eleição é vista como um teste para a esquerda latino-americana.
O candidato governista, Lenín Moreno, que, no primeiro turno, obteve 39,36% dos votos, enfrenta o ex-banqueiro de direita Guillermo Lasso, que recebeu 28,09%. As eleições para definir o próximo presidente do Equador são as mais disputadas da história recente do país, onde Correa venceu em três ocasiões seguidas, duas delas no primeiro turno e com ampla vantagem.
Confira a ficha eleitoral do Equador:
População: 16,5 milhões, cerca de 30% indígenas.
Eleitores: 12,8 milhões (6,4 milhões de homens e 6,4 milhões de mulheres). O total inclui jovens de 16 a 18 anos, policiais, militares, pessoas com incapacidades e presos sem sentença, para quem o voto é opcional.
Mesas eleitorais: 43.623 nas 24 províncias do país e 887 no exterior.
Horário de votação: Entre 7h e 17h locais.
Cargos para o período 2017-2021: Presidente e vice-presidente.
Número de candidatos: Dois binômios.
Partidos e organizações políticas participantes: Alianza País (liderado por Rafael Correa) e Creando Oportunidades (CREO, de Guillermo Lasso).
Voto: Obrigatório para pessoas de 18 a 65 anos.
Sanções: Multa de 37,50 dólares para quem não votar, mais oito dólares pela cédula eleitoral requerida para alguns trâmites públicos.
Equatorianos elegem neste domingo sucessor de Correa, no poder desde 2007
Eleições são disputadas entre o candidato governista Lenín Moreno e o ex-banqueiro de direita Guillermo Lasso