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Equipe da ONU deixa Síria após investigação sobre armas químicas

Novo relatório deve ser apresentado em outubro

Os especialistas em armas químicas da Organização das Nações Unidas (ONU) deixaram a Síria nesta segunda-feira, ao fim da investigação sobre a suposta utilização deste tipo de armamento no país. A equipe, que desembarcou na região na quarta-feira da semana passada, deve apresentar um relatório em outubro sobre sete ataques cometidos supostamente com armas químicas durante o conflito.

Na última sexta-feira, o Conselho de Segurança da ONU aprovou, por unanimidade, o plano que prevê a destruição do arsenal químico do regime sírio de Bashar al-Assad. Essa é a primeira resolução adotada pelo máximo órgão da ONU sobre a Síria desde o início do conflito, após os vetos de Rússia e China a três projetos precedentes.

Segundo fontes diplomáticas, um nova conferência de paz sobre a Síria, denominada "Genebra 2", será realizada em meados de novembro com o objetivo de tentar organizar uma transição política no país. O mediador da ONU na Síria, Lakhdar Brahimi, deve informar sobre os preparativos desta conferência até meados de outubro.

A revolta contra o regime de Assad, que se transformou em guerra civil, já deixou mais de 110 mil mortos e dois milhões de refugiados, segundo a ONU. A decisão da ONU ocorreu logo depois de o Conselho Executivo da Organização para a Interdição de Armas Químicas (Oiaq) aprovar a prospota de destruição do arsenal químico do regime sírio. "A decisão foi adotada e entra em vigor imediatamente", declarou o porta-voz do órgão, Michael Luhan, a jornalistas diante do prédio da organização em Haia, na Holanda.

Ontem, o presidente sírio Bashar al-Assad declarou que seu país acatará a resolução das Nações Unidas sobre armas químicas adotadas na sexta-feira. "Vamos respeitá-la e nossa história demonstra que sempre respeitamos nossa assinatura em todos os tratados que firmamos", declarou o presidente.



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