Berni ressaltou, no entanto, que não foram recebidos pedidos de auxílio para resgatar outras pessoas nas últimas horas. Também nesta quinta, moradores dos bairros mais atingidos começavam a retornar pouco a pouco aos seus lares, onde tudo ficou destruído. O acumulado de lama e água em algumas áreas de La Plata chegou a quase dois metros de altura. "Ouvi gritos lancinantes, vi corpos flutuarem. Não veio ninguém, nem bombeiros, nem policiais, nem militares", disse um morador que não se identificou.
Em La Plata e periferia, onde vivem cerca de 900 mil pessoas, o número de evacuados caiu de 2,5 mil para 1,2 mil nesta quinta-feira, enquanto cerca de 25 mil casas seguiam sem luz, disse o chefe de gabinete do município, Santiago Martorelli. Além disso, se multiplicaram os centros de recolhimento de doações e as pessoas faziam fila para receber colchões, água mineral e roupas.
A presidente Cristina Kirchner, que nesta quinta-feira percorreu a zona de La Plata afetada de onde ela é proveniente, decretou três dias de luto nacional. O documento foi publicado no Diário Oficial. Na capital argentina, onde seis mortos foram registrados, a situação retornava à normalidade em meio a um panorama desolador, segundo o secretário de Meio Ambiente portenho, Diego Santilli. Outros dois mortos foram registrados na superpovoada periferia de Buenos Aires.