"Nossa preocupação e nosso trabalho estão concentrados na busca de pessoas", afirmou Marcos Escajadillo, secretário de Segurança da província de Santa Fé, onde Rosário se localiza, a 310 quilômetros ao norte de Buenos Aires. Dos feridos, 26 seguem internados – três em estado grave, entre eles um menino de três ou quatro anos.
A explosão aconteceu aparentemente por causa de um vazamento de gás no edifício, declarou à imprensa o diretor de Defesa Civil de Rosario, Raúl Reinone. Horas depois da explosão ainda havia gente presa no prédio e gritos eram ouvidos, enquanto as pessoas eram procuradas sob os escombros, informaram os bombeiros.
A Secretaria de Saúde decretou emergência e alterou as operações de todos os profissionais e equipes do setor. A 2 mil metros ao redor do local a população foi evacuada, incluindo onze escolas, devido à impossibilidade de cortar o fornecimento de gás no edifício.
Um encarregado do prédio chegou a comentar com a imprensa local que pouco antes da explosão um funcionário da companhia de gás teria mexido no regulador de distribuição, mas logo foi embora. A Litoral Gas, controlada pela francesa GDF-Suez e concessionária da rede de gás em Santa Fé, afirmou não ter sido informada a respeito de trabalhos realizados no prédio antes da explosão.
O conjunto residencial tinha três blocos, um com vista para a rua de dez andares, outro no meio de 9 andares que desabou totalmente e um terceiro atrás também de dez andares. A fachada do prédio caiu com a explosão e da rua é possível ver o interior dos apartamentos e as varandas destruídas, muitos cacos de vidro e escombros espalhados. O governo decretou dois dias de luto nacional durante os quais a bandeira ficará a meio mastro. O papa Francisco também enviou uma mensagem de condolências familiares da vítimas