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Escalada de ataques em Gaza frustra expectativa de trégua

Diplomacia foi atropelada por bombardeios e foguetes que mataram 26 palestinos e dois israelenses

Foto : Musa Al-Shaer / AFP / CP
Apesar da expectativa de que uma trégua fosse discutida entre Israel e Hamas, nesta terça-feira, a escalada de ataques aumentou ao longo do dia, com bombardeios invadindo a noite na Faixa de Gaza. Pelo menos 26 palestinos morreram em bombardeios, enquanto dois israelenses foram vítimas de foguetes palestinos.

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Desde a intensificação dos ataques, de parte a parte, o número de mortos chega a 132 do lado islâmico e cinco por parte dos judeus. O total de feridos, na Faixa da Gaza, supera mil pessoas, de acordo com hospitais locais.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se pronunciou sobre uma solução política para o confronto depois que a secretária de Estado dos Estados Unidos reforçou o "compromisso com a segurança de Israel". "Se for possível obter uma solução a longo prazo por meios diplomáticos, eu prefiro. Mas se não for o caso, estou certo de que vocês compreendem que Israel deverá adotar todas as medidas necessárias para defender seu povo", declarou Netanyahu.

Com a intensificação dos bombardeios, que atingiram níveis maiores que os da operação Chumbo Grosso, de 2008, alvos cada vez mais próximos de civis são atingidos. Dois cinegrafistas da Al-Aqsa TV foram mortos por bombas de Israel, apesar do governo israelense não reconhecer a atividade dos grupos pós-Hamas. A Frace Presse informou, contudo, que o prédio onde se situa o seu escritório em Gaza também foi atingido por um ataque israelense de quarta-feira (horário local). De acordo com um dos jornalistas da agência, três mísseis atingiram o sexto andar da construção.

Essas mortes ocorrem em meio a intensos esforços diplomáticos na região para tentar evitar uma ofensiva terrestre e obter uma trégua entre Israel e os grupos armados palestinos. No Cairo, o presidente egípcio, Mohamed Mursi, afirmou que "espera" que uma trégua seja estabelecida rapidamente, enquanto fontes do Hamas e da Jihad Islâmica em Gaza esperavam um cessar-fogo. Altos escalões do Hamas pedira, no entanto, para que os grupos armados palestinos "continuem a responder aos crimes israelenses".


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