Se implementadas, as medidas do governo permitirão que as empresas espanholas refaçam acordos coletivos, tenham mais flexibilidade para ajustar horários, tarefas e salários dos empregados, além de baratear as demissões.
A decisão dos sindicalistas de promover a paralisação geral ocorreu após uma sessão tensa no Congresso Nacional da Espanha, quando integrantes do Partido Popular (PP) criticaram a proposta de contenção de custos trabalhistas apresentada pelo governo espanhol.
Para as entidades sindicais, a proposta em discussão, se executada, pode levar à redução do s salários, à precarização dos empregos e ao aumento da desigualdade econômica e social, gerada pelo empobrecimento da população. Segundo os sindicalistas, a proposta retira direitos adquiridos pelos trabalhadores ao longo dos anos.
A Espanha viveu recentemente dias de manifestações tensas. A maior delas foi no último dia 19, quando os manifestantes saíram às ruas em 57 cidades espanholas. A reforma trabalhista foi aprovada pelo governo no último dia 10.