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Espanha pede "solução europeia" após chegada de 1,2 mil migrantes em dois dias

País se tornou a primeira porta de entrada de migrantes irregulares à Europa, à frente da Itália

Pedido foi feito pelo ministro espanhol do interior, Fernando Grande-Marlaska
Pedido foi feito pelo ministro espanhol do interior, Fernando Grande-Marlaska Foto : Jorge Guerrero / AFP / CP
O ministro espanhol do Interior, Fernando Grande-Marlaska, pediu neste sábado, na Andaluzia, uma "solução europeia" para o "problema da imigração", depois que a Guarda Costeira espanhola auxiliou mais de 1,2 mil migrantes no mar em dois dias.

"Viemos aqui para ver no terreno os problemas que existem, o problema da imigração, que é um problema da Europa, que precisa de uma solução europeia", declarou à imprensa o ministro Grande-Marlaska, membro do novo governo do socialista Pedro Sánchez, ao visitar a província de Cádiz, segundo uma gravação enviada pela delegação oficial. O ministro foi a Algeciras para constatar como os migrantes estão sendo atendidos pelas forças de segurança e pela Cruz Vermelha.

Em sua conta no Twitter, o serviço público de Salvamento Marítimo anunciou neste sábado que 334 pessoas recém-chegadas de 17 embarcações improvisadas receberam ajuda hoje. Na sexta, a Guarda Costeira socorreu 888 pessoas em um único dia. Este ano, a Espanha se tornou a primeira porta de entrada de migrantes irregulares à Europa, à frente da Itália.

"Isso era de se esperar", afirmou o ministro, acusando o governo anterior, do conservador Marino Rajoy, de "um pouquinho de imprevisão", depois de as chegadas pelo mar terem começado a disparar no ano passado. "Estamos abrindo um centro no porto de Algeciras", com mais de 600 lugares, declarou, afirmando que se trabalha contra o tempo. Ele citou uma "situação excepcional", mas sob controle.

Segundo emissoras de TV espanholas, alguns migrantes deveriam dormir no porto de Algeciras, em um barco de salvamento, e outros, em ginásios. Mais de 20.992 mil migrantes em situação irregular chegaram à Espanha pelo mar desde o início do ano, e 304 morreram durante a travessia, segundo um registro da Organização Internacional para as Migrações (OIM), com data de 25 de julho. Até então, a Itália contava com 18.130 chegadas e 1.111 mortos, enquanto a Grécia contabilizava 15.528 chegadas e 89 óbitos.