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Espanha serve de plataforma para turistas na Europa

Diversos aeroportos estão fechados em função de cinzas de vulcão na Islândia

Espanha serve de plataforma para turistas na Europa
Espanha serve de plataforma para turistas na Europa Foto : AFP
A Espanha se tornou o destino temporário de muitos turistas que não conseguiram chegar aos seus destinos na Europa nos últimos cinco dias, devido ao fechamento do espaço aéreo de diversos países, causado pelas cinzas do vulcão islandês Eyjafjallajokull. Embora tenha sido atingida no sábado pelos resíduos, que fecharam aeroportos no Norte do país e cancelaram 17 mil voos, a Espanha teve o espaço aéreo menos afetado do que o resto do continente por estar mais ao sul no continente.

O país se prontificou para funcionar de plataforma continental para voos transatlânticos aos demais membros da União Europeia (UE). A projeção é que a Espanha sirva de ligação entre 200 mil cidadãos da UE, na maioria britânicos, e seus destinos. Madrid, Barcelona, Bilbao, Pamplona e Vitoria receberam os viajantes que, destes aeroportos, encontraram o caminho de casa de ônibus, trem, navio e até de táxi em corridas calculadas em mais de 1 mil euros.

O aeroporto El Prat Lobregat, em Barcelona, foi o abrigo de diversos viajantes nos últimos dias, mas, apenas ontem, com a abertura do espaço aéreo em alguns países, deixou de ser também dormitório para aqueles que se acomodaram no local, o qual ficou fechado somente no domingo, entre 9h e 16h. Ontem, ainda estavam cancelados voos para Milão, Londres, Veneza, Dusseldorf, Helsinque e Frankfurt, mas o movimento em El Prat era tranquilo e não denunciava a expectativa de prejuízo diário de 185 milhões de euros, calculado pela Associação Internacional de Transporte Aéreo. Conforme a companhia Iberia, nenhum voo saído de Barcelona para o Brasil foi cancelado.

No quinto dia de paralisação dos aeroportos europeus, pela primeira vez a recepção do hotel Amrey Diagonal, na movimentada avenida Diagonal, em Barcelona, viu diminuir a chegada de turistas, que tiveram de mudar de rumo. Nos demais dias, no entanto, o fluxo foi intenso conforme o relato dos funcionários do hotel. Na mídia espanhola, jornais como El País e El Periódico destacam a pressão de companhias aéreas pela liberação do espaço aéreo dos países em que operam e também pela falta de definição sobre quem deve decidir sobre a permissão de retomo as operações.