Especialistas da OMS sobre Covid-19 começam visita na quinta, diz China

Especialistas da OMS sobre Covid-19 começam visita na quinta, diz China

Chegada estava programada para a semana anterior, mas foi cancelada no último minuto devido à falta de autorizações

AFP

Especialistas da OMS sobre Covid-19 começam visita na quinta, diz China

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A equipe de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) - encarregada de investigar a origem do novo coronavírus e que deveria ter chegado à China na semana passada - começará sua missão nesta quinta-feira (14), anunciou o Ministério chinês da Saúde nesta segunda (11).

Esta será uma visita muito delicada para a China, interessada em descartar qualquer responsabilidade na pandemia que deixou mais de 1,9 milhão de mortos no mundo. A chegada estava programada para a semana passada, mas foi cancelada no último minuto porque a equipe não havia conseguido todas as autorizações necessárias.

"A equipe de especialistas da OMS (...) viajará para a China a partir de 14 de janeiro para realizar inspeções. Farão investigações conjuntas com cientistas chineses sobre as origens da Covid-19", disse o Ministério em um breve comunicado.

A China não deu detalhes sobre a visita, mas os investigadores terão de cumprir uma quarentena ao desembarcarem. Na semana passada, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, lamentou que os pesquisadores ainda não tivessem podido ir à China.

As autoridades chinesas deram sinal verde à missão da OMS no dia do aniversário do anúncio da primeira morte provocada pelo novo coronavírus. Desde então, a China conseguiu praticamente erradicar a doença de seu território.

As autoridades chinesas questionam repetidamente que o vírus tenha-se originado no país. A princípio, disseram que havia surgido em um mercado da cidade de Wuhan, epicentro da epidemia na China, onde animais vivos eram vendidos.

Pequim não conseguiu impedir que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusasse a China, regularmente, de ter "espalhado o vírus chinês no planeta". A questão é muito sensível para o governo chinês, que no final de dezembro condenou a jornalista cidadã Zhang Zhan, que havia coberto a quarentena em Wuhan, a quatro anos de prisão.


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