Especialistas de Estados Unidos e Canadá defenderam nesta sexta-feira o prosseguimento do uso de diluentes para se enfrentar a maré negra que avança pelo Golfo do México, estimando que a química destes produtos é um mal menor do que o petróleo que contamina a água do mar. "Todos concordamos - e estamos falando de 50 pessoas - que os diluentes são a menor das duas possibilidades negativas, das duas más opções", disse à AFP o chefe do departamento de Toxicologia Ambiental da Universidade da Califórnia em Davis, Ron Tjeerdema.
Os 50 especialistas se reuniram durante dois dias, por iniciativa da administração oceânica e meteorológica americana (NOAA, em inglês), para decidir sobre a manutenção ou não do uso de diluentes contra a maré negra no Golfo do México. O relatório final do painel diz que "a aplicação dos diluentes na superfície do mar é aceitável (...) Transferir o risco da superfície aos 10 metros de profundidade é o menor dos males". "Ou não se combate o petróleo derramado, permitindo que flua para a costa, cobrindo praias, pântanos e estuários e causando um tremendo dano à terra, plantas, aves e mamíferos; ou dispersamos o petróleo (...), criando um problema para o plancton, larvas de vários peixes, ostras e outros", disse Tjeerdema.
A reunião da NOAA foi convocada quando o volume de diluente usado no Golfo do México se aproximava dos 4 milhões de litros, "algo inédito", disse Tjeerdema. O vazamento provocado pela explosão da plataforma Deep Horizon já liberou cerca de 80 milhões de litros de petróleo na água do mar.
Especialistas defendem uso de diluentes contra maré negra
Vazamento já liberou cerca de 80 milhões de litros de petróleo na água do mar