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Especialistas nucleares dos EUA chegam amanhã ao Japão

Desastre em Fukushima já é considerado o segundo mais grave da história mundial

Número de mortos sobe a todo o momento e o governo japonês já fala em mais de 10 mil possíveis vítimas fatais
Número de mortos sobe a todo o momento e o governo japonês já fala em mais de 10 mil possíveis vítimas fatais Foto : Nicholas Kamm / AFP / CP
Oito especialistas nucleares dos Estados Unidos devem chegar nesta quarta ao Japão para auxiliar na usina Daiichi, em Fukushima, no Japão. A instalação foi afetada pelo terremoto da última sexta. Hoje, o acidente foi classificado como nível 6, em uma escala internacional que vai até 7.

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Segundo Noriyuki Shikata, integrante do gabinete do premiê japonês Naoto Kan, os norte-americanos darão auxílio técnico em Fukushima. Em sua página no Twitter, Shikata disse que o governo japonês trabalhará conjuntamente com os técnicos dos Estados Unidos.

Japoneses começam a estocar alimentos

O medo entre a população japonesa aumentou ainda mais nesta terça-feira com um novo tremor secundário de 6,1 graus de magnitude, que estremeceu os edifícios de Tóquio. O temor de um desastre nuclear, que representaria um golpe letal à terceira economia mundial, provocou pânico nos mercados: a Bolsa de Tóquio chegou a registrar queda de 14% durante a sessão, mas fechou em baixa de 10,55%.

Os japoneses começaram a estocar alimentos e água, esvaziando as prateleiras dos supermercados, apesar das advertências de que as compras podem comprometer o abastecimento das áreas devastadas pelos desastres. "O nível de radiação nas imediações de Fukushima 1 aumentou de forma considerável", declarou o primeiro-ministro Naoto Kan. Os habitantes da capital, a maior megalópole do planeta (35 milhões de habitantes), correram para as lojas para comprar máscaras e material para enfrentar qualquer emergência.

O porta-voz do governo, Yukio Edano, informou que os níveis de radioatividade alcançados "podem afetar a saúde dos seres humanos". As autoridades indicaram que também dectaram radioatividade na área de Tóquio, mas em níveis que não representam perigo para a saúde.

O primeiro-ministro ampliou para 30 quilômetros o raio de exclusão ao redor da central de Fukushima 1. No sábado a área era de 20 quilômetros, o que provocou a retirada de 200 mil pessoas da região. Kan pediu à população que tenha calma, apesar da gravidade da situação.

Na cidade de Fukushima, 80 quilômetros ao Noroeste da central, "há muitas crianças doentes, mas as farmácias estão fechadas. "Todos querem ir embora, mas não há gasolina para os veículos", contou por telefone Kaoru Hashimoto, uma dona de casa de 36 anos.

EUA querem aprender lições com Japão

Nesta terça, o secretário norte-americano de Energia, Steven Chu, assegurou que os Estados Unidos deverão aprender lições com a crise nuclear no Japão. No entanto, ele avaliou que as medidas de segurança nas centrais nucleares dos EUA são muito rígidas. "O povo americano deve ter plena confiança de que os Estados Unidos têm regras rigorosas de segurança e que os construtores das usinas claramente consideram coisas como tsunamis e terremotos", afirmou Chu ante um comitê do Congresso.

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