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Espiã russa vira sensação na Internet

Anna Chapman estaria negociando sua primeira entrevista em troca de remuneração

Espiã russa vira sensação na Internet
Espiã russa vira sensação na Internet Foto : AFP
Milhares de mensagens no site Facebook e pedidos de entrevistas: Anna Chapman, a espiã russa detida no fim de junho nos Estados Unidos, continua sendo uma heroína misteriosa na cena midiática, duas semanas depois de seu retorno a Moscou como parte de uma negociação de troca. Apesar de, segundo a tradição, a espionagem ser uma atividade discreta, a já célebre ruiva teve tempo de dar notícias no Facebook, e estaria negociando sua primeira entrevista em troca de remuneração.

Seu papel nesse assunto de espionagem digno da Guerra Fria foi menor, mas Anna Chapman dominou a cobertura midiática graças às revelações de seu ex-marido britânico, e às fotos publicadas na Internet. A imprensa popular russa a chama de "agente 90-60090", em referência às suas supostas medidas, e até o Washington Post admirou-se com a espiã, à qual se referiu como "the hot one" ("a gostosa").

Anna Champman não foi vista em público desde sua chegada a Moscou procedente dos Estados Unidos em 9 de julho com outros nove agentes estrangeiros entregues por Washington. Mas apenas algumas horas depois, os amigos de sua página no Facebook descobriram uma mensagem curiosa: "era o melhor dos tempos, era o pior dos tempos", uma frase de "Um Conto de Duas Cidades", do escritor inglês Charles Dickens (1812-1870).

Antes de sua prisão, Chapman estava no Facebook. A ausência de filtros de segurança sobre sua página permitiu aos jornalistas lerem todas as mensagens da indiscreta espiã. Desde seu regresso a Moscou, seu perfil no Facebook foi regularmente atualizado e sua lista de amigos aumentou, com diversos jornalistas entre eles.

Internautas escrevem mensagens de apoio

Em 14 de julho, Anna Chapman publicou uma citação de Eleanor Roosevelt, sobrinha do presidente americano de mesmo sobrenome: "toda experiência que nos obriga a enfrentar os medos nos torna mais fortes, corajosos e confiantes. Você se torna capaz de dizer: sobrevivi a esse horror. Posso suportar outras coisas que vierem".

Diversos internautas lhe escreveram mensagens de apoio. Chapman respondeu "gosto disso" à mensagem de uma mulher de nome Cordelia, que na terça-feira escreveu: "você faz falta na Big Apple", em referência a Nova York, onde vivia a jovem espiã de 28 anos até sua prisão. Um homem chamado Jeffrey chamou Chapman de "bela e deliciosa", e outro de nome Kevin diz ter sonhado com seus "olhos verdes deslumbrantes".

No Facebook, a jovem aproveitou também para desmentir a informação do New York Post de segunda-feira, que dizia que ela estava buscando "em segredo" conceder uma entrevista em troca de 250.000 dólares. O jornal popular russo Komsomolskaia Pravda afirmou em sua edição de quarta-feira que Anna Chapman lhe pediu um adiantamento para a entrevista, e que tinha aceitado dar a ela 25.000 dólares.