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Esposa de líder opositor venezuelano rejeita proteção oferecida pelo governo

Vice da Venezuela afirmou que Lilian Tintori pode ser alvo de mercenários

Esposa de líder opositor venezuelano rejeita proteção oferecida pelo governo
Esposa de líder opositor venezuelano rejeita proteção oferecida pelo governo Foto : Juan Barreto / AFP / CP
A esposa do líder opositor venezuelano detido Leopoldo López, Lilian Tintori, afirmou no sábado que o governo de Nicolás Maduro "ofereceu" proteção, o que ela rejeitou, alegando desconfiança da polícia e dos serviços de inteligência. "Me convocaram a uma reunião para oferecer segurança do Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional)", escreveu Tintori no Twitter.

A esposa de López afirmou que é perseguida pelo serviço de inteligência. "Decidi não comparecer, porque quem me cerca, me persegue e me intimida é o Sebin", completou. Vice-presidente da Venezuela, Jorge Arreaza, havia afirmado mais cedo que Tintori poderia ser o objetivo de "mercenários" financiados pela extrema-direita para cometer crimes políticos antes das eleições legislativas de 6 de dezembro.

"Temos informação certa de que há mercenários, que estão recebendo entre 30 mil e 50 mil dólares para cometer crimes políticos, e ela pode ser um dos alvos", disse Arreaza sobre Tintori. O vice-presidente afirmou que "oferecemos proteção a ela, como a outros dirigentes da oposição que aparecem em informação de inteligência como objetivos, alvos para gerar confusão e dizer que foi o governo" o responsável pela violência.

Mas Lilian Tintori manifestou sua incredulidade ante as advertências do governo de Maduro e afirmou que "o regime afirma que querem me matar, assim como queriam matar Leopoldo. "Muitas mentiras e muitos enganos caracterizam este regime", resumiu Lilian. 

Arreaza fez essas declarações durante uma reunião com o corpo diplomático acreditado em Caracas, convocado pelo Executivo venezuelano para dar sua versão sobre a morte de Luis Manuel Díaz, líder opositor baleado na quarta-feira passada, durante um comício ao lado de Tintori no interior do país.

O vice venezuelano destacou que "nosso temor é que façam" com Tintori "o que queriam fazer com seu marido", Leopoldo López, que segundo o governo seria assassinado em fevereiro de 2014, durante a onda de protestos contra o presidente Nicolas Maduro que deixou 43 mortos e centenas de feridos.