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Estado de menino sobrevivente a desastre na Líbia é estável

Holandês de 9 anos se salvou em catástrofe que deixou mais de 100 mortos nesta quarta

Estado de menino sobrevivente a desastre na Líbia é estável
Estado de menino sobrevivente a desastre na Líbia é estável Foto : AFP
O único sobrevivente do acidente de quarta-feira de um Airbus A330-200, um menino holandês de 9 anos, permanece hospitalizado nesta quinta-feira em Trípoli em situação estável, um dia depois da catástrofe que matou 103 pessoas e ainda não teve as causas esclarecidas. Especialistas do governo francês e da fabricante aeronáutica europeia Airbus devem participar da investigação sobre a tragédia, em colaboração com as autoridades líbias.

Segundo as convenções internacionais, a Líbia deve coordenar a investigação, da qual também participa o país construtor da aeronave comprada pela companhia líbia Al Afriqiyah, neste caso a França. "O menino foi submetido a várias operações nas pernas. Ele teve fraturas simples, mas também múltiplas", declarou um médico que supervisionou as cirurgias, entrevistado pelo canal estatal líbio, que exibiu imagens do menino com as pernas engessadas. "Ele acordou e sua situação é estável. Mas não reage muito aos cuidados da equipe médica", completou. Dois parentes visitaram a criança nesta quinta-feira.

O menino se chama Ruben e é natural de Tilburg (sul da Holanda), segundo o ministério holandês das Relações Exteriores, que anunciou que ele está bem. "Quado o estado de saúde permitir, ele será repatriado para a Holanda", afirmou um comunicado da chancelaria holandesa. Ruben voltava de um safari na África do Sul com o irmão Enzo, de 11 anos, a mãe Trudy, 41, e o pai Patrick, 40, de acordo com o jornal holandês Brabants Dagblad. Outra publicação informou que o nome completo dele é Ruben van Assouw.

O governo da Holanda informou nesta quinta-feira que 70 cidadãos do país morreram na tragédia. Um primeiro balanço registrava 61 holandeses vitimados. A respeito da investigação, o presidente do conselho administrativo da Al Afriqiyah, Sabri Shadi, afirmou que um relatório preliminar deve ser divulgado nos próximos dias. "Mas os resultados definitivos não serão conhecidos antes de vários dias ou semanas", disse.

"É muito cedo para determinar as causas do acidente. Várias comissões de investigação foram formadas e precisamos de tempo antes de tirar conclusões", completou. O governo líbio descartou no dia do acidente a hipótese de atentado terrorista contra o voo do A330 procedente de Johannesburgo. As famílias dos holandeses falecidos na tragédia começaram a chegar a Trípoli para identificar os corpos e discutir o traslado. Entre as vítimas, além de holandeses, estavam passageiros de nacionalidade sul-africana, alemã, finlandesa, francesa, britânica, filipina e zimbabuana. Os 11 membros da tripulação eram líbios.

O avião caiu pouco antes do pouso. O A330, um aparelho novo, foi comprado pela Al Afriqiyah em setembro de 2009.
Milhares de destroços da aeronave ficaram espalhados em uma ampla área, a 500 metros da cabeceira da pista de aterrissagem.