O comando integrado das forças americanas e sul-coreanas alterou de de 3 para 2 o nível de alerta - o nível 1 é sinônimo de guerra, o 4 equivale a tempos de paz -, informou uma fonte militar à agência sul-coreana Yonhap. O lançamento pode coincidir com a visita a Seul do secretário de Estado americano, John Kerry, e do comandante da Otan, Anerd Fogh Rasmussen, que chegarão à capital sul-coreana na sexta-feira.
O regime norte-coreano, ignorando as advertências da vizinha e aliada China, enviou na semana passada para sua costa leste dois mísseis Musudan, com um alcance teórico de 4 mil quilômetros, ou seja, capacidade para atingir a Coreia do Sul, o Japão ou a ilha americana de Guam, segundo Seul.
O Japão também anunciou nesta quarta-feira que se encontra em "estado de alerta" para interceptar qualquer míssil que ameace o arquipélago. Na terça-feira, baterias antimísseis foram instaladas no centro de Tóquio e ao redor da capital.
O secretário-geral da ONU, o sul-coreano Ban Ki-moon, pediu a redução das tensões, que considera "muito perigosas". O regime de Pyongyang, irritado com as novas sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU depois do teste nuclear de fevereiro e das atuais manobras militares conjuntas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, multiplicou nas últimas semanas as declarações bélicas e as ameaças.
A Coreia do Sul e seus aliados ocidentais questionam as verdadeiras intenções do jovem dirigente norte-coreano Kim Jong-Un, que ainda não completou 30 anos e sucedeu o pai, Kim Jong-Il, morto em dezembro de 2011.