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Estados Unidos retiram funcionários de embaixadas na Itália e no Iêmen

Pacote suspeito foi encontrado na representação diplomática de Milão

Um alerta de bomba foi emitido nesta terça no consulado dos Estados Unidos em Milão, no norte da Itália, e a representação diplomática americana foi evacuada. De acordo com o site do Corriere della Serra, o alerta foi lançado depois que um pacote suspeito foi encontrado. A agência Ansa indica que o consulado teria recebido uma carta fazendo referência a um artefato explosivo. No Iêmen, 75 funcionários foram retirados da embaixada dos Estados Undos em Sanaa e todos os cidadãos norte-americanos foram convocados a deixar imediatamente o país.

O Departamento de Estado, que há dois dias mantém fechadas dezenas de missões diplomáticas no Oriente Médio e na África, ordenou que todos os seus funcionários diplomáticos não essenciais do Iêmen deixem o local poucas horas após um ataque com drone (aviões teleguiados) que matou quatro militantes da Al-Qaeda no país. Por sua vez, o porta-voz do Pentágono, George Little, disse que "o Departamento de Defesa segue mantendo funcionários em terra para apoiar o Departamento de Estado e monitorar a situação em matéria de segurança".

Os meios de comunicação americanos afirmaram que o nível de alerta foi disparado devido à interceptação na semana passada de mensagens eletrônicas entre o chefe da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, e o líder da rede islamita na Península Arábica (cuja sede encontra-se no Iêmen), Nasser al-Wuhayshi. Segundo a edição de segunda-feira do New York Times, Al-Zawahiri ordenava nestas mensagens a organização de atentados a partir de domingo passado.

Mas segundo a rede de televisão CNN, Al-Zawahiri ordenou que Al-Wuhayshi fizesse algo e isso foi interpretado pelas autoridades americanas e iemenitas como um sinal de atentado iminente. Como consequência, o Departamento de Estado ordenou o fechamento de 25 embaixadas no domingo e indicou posteriormente que 19 delas prolongarão o fechamento até 10 de agosto.

A Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA) é considerada o braço com a maior capacidade operacional da organização, que nos últimos anos sofreu duros golpes em seus núcleos históricos de Afeganistão e Paquistão. A AQPA tentou inclusive cometer atentados nos Estados Unidos, como em 2009, quando quis enviar um passageiro de um avião comercial com explosivos e tentou esconder bombas em material de impressão enviado em aviões de carga.

Outros países ocidentais, como Grã-Bretanha, França, Alemanha e Noruega, também fecharam suas missões diplomáticas na região. Embora Washington já tenha ordenado em outras ocasiões o fechamento de embaixadas devido ao risco de atentados, estima-se que nunca esta decisão teve tal amplitude.

Na semana passada, o Departamento de Estado advertiu aos cidadãos americanos sobre o risco de "ataques terroristas em sistemas de transporte público e outras infraestruturas turísticas". No domingo passado, a Interpol lançou um alerta mundial relacionado à fuga em julho de "centenas de terroristas e outros criminosos" de prisões de nove países, entre eles Líbia, Iraque e Paquistão. Os programas da Agência de Segurança Nacional (NSA) encontram-se sob os olhares da opinião americana e mundial depois que o ex-analista Edward Snowden revelou a existência de um gigantesco programa de vigilância de comunicações na internet.


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